A chegada de massas de ar tropical ao território português
Portugal continental prepara-se para uma mudança significativa no estado do tempo a partir desta quarta-feira, dia 20 de maio. De acordo com as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o país enfrentará uma subida acentuada nas temperaturas máximas, que poderão escalar até nove graus Celsius em diversas regiões, superando a marca dos 30 graus em vários distritos.
A meteorologista Maria João Frada explica que este fenómeno é impulsionado pela influência de um anticiclone posicionado sobre a França, que atua em conjunto com um vale invertido estendido desde o Norte de África. Esta configuração sinóptica favorece o transporte de massas de ar tropicais, elevando os termómetros para valores pouco habituais para esta época do ano.
Impacto regional e a variação térmica
O aumento das temperaturas não será uniforme em todo o território. Enquanto a faixa costeira ocidental, situada a norte do Cabo Raso, deverá registar valores mais amenos, entre os 20 e os 25 graus, o interior do país sentirá o impacto mais severo do calor. No Vale do Tejo e no interior do Alentejo, as previsões apontam para máximas que podem oscilar entre os 32 e os 35 graus.
A subida, que se torna mais expressiva na quarta-feira, terá continuidade na quinta-feira, com um acréscimo adicional de dois a três graus em locais específicos. Este cenário de aquecimento é acompanhado pela previsão da chegada de poeiras provenientes do Norte de África, um fenómeno que deve persistir até, pelo menos, sexta-feira, dia 22 de maio.
Instabilidade e o risco de onda de calor
Apesar da previsão de céu pouco nublado ou limpo durante a quarta e quinta-feira, o cenário meteorológico para o final da semana permanece incerto. Os modelos de previsão atuais indicam uma instabilidade crescente a partir de quinta-feira, o que dificulta a confirmação de uma tendência prolongada.
Existe a possibilidade de uma descida das temperaturas máximas no litoral e na região sul já no próximo sábado, dia 23 de maio. Caso essa queda se concretize, a eventual formação de uma onda de calor poderá ser interrompida. Contudo, o IPMA alerta que, em algumas estações meteorológicas, especialmente no interior, as condições favorecem um período de calor mais prolongado.
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