A primeira fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas foi aplicada neste domingo (18). A avaliação contou com 72 questões objetivas que abordaram temas de grande relevância social, cultural e política, dialogando diretamente com acontecimentos recentes e debates contemporâneos.
Entre os tópicos exigidos dos candidatos estiveram a ditadura militar brasileira, a proliferação de notícias falsas, a relação entre arte e política, além do avanço da inteligência artificial e a consolidação dos games. A prova costuma utilizar o noticiário e produções culturais como ponto de partida para suas questões.
Atualidades e temas sociais na avaliação
Uma coluna do historiador Leandro Karnal, publicada em 15 de março de 2026 no Estadão, serviu de base para analisar a expressão louvor-prisão. Outro ponto de destaque foi a abordagem da política indigenista durante o período militar brasileiro, fundamentada em trechos da Comissão Nacional da Verdade de 2014.
A desinformação também marcou presença por meio de uma questão sobre fake news envolvendo a vacina da covid-19. Já a cultura pop e o cotidiano foram representados por perguntas sobre a gíria gag, muito utilizada entre os jovens brasileiros, e pela inclusão de modalidades esportivas como o curling em um exercício de física.
Soberania nacional em foco na FGV
A Fundação Getúlio Vargas também aplicou a primeira parte de seu vestibular unificado neste domingo (18). O exame incluiu questões discursivas de matemática e uma proposta de redação com o tema central voltado para a defesa da soberania nacional do Brasil.
A redação contou com quatro textos de apoio, sendo um deles gerado por inteligência artificial para definir o conceito de soberania. Os demais materiais discutiram o impacto da globalização, a perspectiva jurídica e a relevância do tema durante o cenário eleitoral de 2026.
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