O governo do estado determinou o afastamento de três policiais militares ligados diretamente à abordagem que resultou na morte de Jefferson Dias da Silva, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Queimados. O episódio ocorreu na noite de segunda-feira (19), na altura de Bonsucesso, na Avenida Brasil, situada na zona norte da capital fluminense. A medida foi anunciada nesta terça-feira (20), em meio à repercussão sobre a condução da ação policial na via expressa.
De acordo com os relatos preliminares fornecidos pela corporação, os agentes realizavam procedimentos de interceptação veicular na pista com sentido direcionado à zona oeste quando o automóvel do político foi atingido por disparos de arma de fogo. O caso mobilizou autoridades estaduais e gerou forte comoção entre moradores e figuras políticas da Baixada Fluminense, região onde a vítima exercia forte atuação pública e comunitária, tendo inclusive atuado anteriormente como vereador do município.
Apuracao rigorosa e medidas administrativas
Em nota oficial divulgada à imprensa, o Palácio Guanabara manifestou solidariedade aos familiares e amigos enlutados, ressaltando que a gravidade dos fatos demanda uma resposta institucional imediata. A administração estadual garantiu que acompanhará de perto os desdobramentos legais, reforçando a necessidade de celeridade e transparência na elucidação dos acontecimentos. Paralelamente às instâncias civis, a corporação militar instaurou um procedimento administrativo próprio por meio da Corregedoria Geral para avaliar a conformidade dos protocolos operacionais aplicados pelos agentes durante a diligência.
Investigação criminal e perícia técnica
A responsabilidade pela apuração na esfera criminal ficou a cargo da Delegacia de Homicídios da Capital, unidade especializada da Polícia Civil que assumiu o caso logo após o acionismo da perícia técnica. Os peritos realizaram os levantamentos necessários no trecho isolado da rodovia para coletar vestígios balísticos e materiais que ajudem a reconstruir a dinâmica dos tiros. Além disso, as armas de fogo utilizadas pelos policiais envolvidos no patrulhamento foram recolhidas para exames periciais de confronto balístico e análise laboratorial.
Analise de imagens e depoimentos
Como parte do inquérito em andamento, os policiais militares lotados na ocorrência prestaram depoimento aos investigadores na sede especializada. Os investigadores também recolheram e começaram a examinar as gravações capturadas pelas câmeras corporais acopladas aos uniformes dos agentes durante a abordagem. Novas diligências continuam sendo realizadas pelas equipes policiais para determinar se houve excesso ou falha técnica no uso da força letal, conforme reportado pela Agência Brasil.
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