Crise com Irã e economia levam popularidade de Trump a piso histórico de 31 por cento

Crise com Irã e economia levam popularidade de Trump a piso histórico de 31 por cento

A popularidade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, registrou a menor marca histórica de sua gestão, conforme apontado por uma pesquisa conduzida pela Reuters/Ipsos divulgada na segunda-feira (19). O levantamento revelou que apenas 31% dos cidadãos americanos aprovam a condução de seu mandato atual, enquanto o índice de desaprovação alcançou 66%. O cenário reflete uma retração contínua em comparação aos levantamentos anteriores realizados nos meses de setembro e outubro, quando o republicano pontuava em 32%.

Analistas apontam que a queda acentuada nos índices de popularidade está diretamente relacionada às repercussões econômicas do conflito contra o Irã, iniciado no final de fevereiro. A escalada das tensões no Oriente Médio provocou um encarecimento expressivo nos combustíveis, gerando forte pressão sobre o orçamento das famílias norte-americanas e desgastando a imagem da atual administração perante o eleitorado.

Impacto econômico e desgaste na popularidade

No início de seu segundo mandato, em janeiro de 2025, o panorama político era distinto, com o republicano registrando 47% de aprovação popular. A última sondagem realizada antes do início das hostilidades internacionais, em fevereiro, indicava 40% de apoio ao governo. Desde então, a taxa de aprovação sofreu uma retração acumulada de nove pontos percentuais, evidenciando a sensibilidade do eleitorado em relação à inflação e aos custos de vida.

A insatisfação com os rumos da economia atinge inclusive a base partidária do governo. Dados da pesquisa mostram que 66% da população reprovam a gestão econômica liderada por Trump, um índice que inclui 37% de entrevistados que se declaram filiados ao Partido Republicano. Para mais informações sobre cenários internacionais, consulte a cobertura completa da Reuters.

Cenário eleitoral e vantagem democrata

Além da avaliação da figura presidencial, o levantamento mediu as intenções de voto para as próximas eleições legislativas, marcadas para o dia 3 de novembro. Caso o pleito ocorresse no período da pesquisa, 47% dos eleitores indicam preferência pelos candidatos do Partido Democrata, frente a 35% que optariam pelos republicanos.

A vantagem de 12 pontos percentuais a favor da oposição representa a maior margem registrada pelos democratas ao longo do atual ciclo eleitoral. Na tentativa de reverter o quadro desfavorável, a liderança republicana tem intensificado articulações políticas e promessas de campanha voltadas para o estímulo financeiro direto aos cidadãos.

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