Ministro aponta necessidade de mudanças estruturais na RTP

Ministro aponta necessidade de mudanças estruturais na RTP

O ministro da Presidência defendeu nesta quarta-feira, 21 de outubro, que a RTP precisa de uma reestruturação profunda, que envolve diretamente o ajuste de custos e o fortalecimento da capacidade de geração de receitas. Durante audição regimental na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, o governante afastou qualquer hipótese de aumento da Contribuição para o Audiovisual.

Segundo o governante, a transformação pretendida para a estação pública de televisão não deve resultar em um aumento do esforço financeiro por parte dos contribuintes para cobrir despesas correntes. A prioridade estabelecida pelo executivo passa por uma revisão rigorosa dos gastos operacionais e pela reavaliação de obrigações públicas fixadas em outros períodos temporais.

ajuste de contas e foco na inovação

O titular da pasta da Presidência apontou que a empresa de comunicação precisa de se transformar para garantir a sustentabilidade financeira futura, descartando qualquer cenário de desaparecimento da instituição. Para alcançar esse objetivo, a administração precisará de adotar uma postura mais ambiciosa e inovadora na busca por novas fontes de receita no mercado.

O governante admitiu a possibilidade de o Estado realizar injeções de capital pontuais, embora reitere que a estrutura interna precisa de passar por uma auditoria e modernização dos processos correntes. O debate sobre essas diretrizes deverá ganhar maior intensidade com a chegada de um novo Conselho de Administração a partir do próximo ano.

recursos humanos e investimentos tecnológicos

No que diz respeito à gestão de pessoal e aos planos de reestruturação interna, o ministro esclareceu que os montantes previstos não serão canalizados para novas rescisões contratuais, mas sim aplicados exclusivamente em melhorias tecnológicas e novos meios de trabalho para a redação e produção.

Durante a sessão parlamentar, foi recordado que no primeiro plano de saídas voluntárias houve o desligamento de colaboradores com financiamento parcial do Estado. Atualmente, o governo avalia as condições apresentadas para a nova fase proposta pela administração da empresa, conforme detalhado em reportagem do Diário de Notícias.

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