Orçamento do estado movimenta críticas de paulo raimundo e posicionamentos na assembleia

Orçamento do estado movimenta críticas de paulo raimundo e posicionamentos na assembleia

O secretário-geral do PCP afirmou esta quinta-feira, 22 de outubro, que o Chega está todo contente com a abstenção do Partido Socialista no Orçamento do Estado, acusando os socialistas de fazerem um frete que permite ao partido de André Ventura continuar a demagogia e a barulheira no cenário político nacional.

audiência pública no parlamento e o debate orçamental

No encerramento de uma audição pública, no Parlamento, promovida pelo PCP sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2027, Paulo Raimundo criticou o que classificou como calculismo e jogos políticos em torno da proposta orçamental apresentada para o próximo período de governação.

O líder comunista considerou que o país vive uma situação caricata em que há um partido que diz que não está de acordo, mas que vai viabilizar a proposta, enquanto existe um outro partido que afirma publicamente que não vai viabilizar, mas está todo de acordo que ela passe na Assembleia da República.

posições assumidas e consequências políticas

Paulo Raimundo avisou também que quem viabilizar o Orçamento terá de assumir as consequências dessa escolha perante os cidadãos e recordou o voto contra do PCP à proposta de Orçamento do Estado para 2022, devido ao incumprimento de exigências nas áreas da habitação, do Serviço Nacional de Saúde, dos salários e da contratação coletiva.

Durante a sua intervenção de cerca de 15 minutos, o secretário-geral sustentou que a proposta orçamental reflete opções políticas favoráveis aos interesses privados e sublinhou que, com os recursos financeiros disponíveis, seria perfeitamente possível adotar outro tipo de opções económicas e sociais.

perspetivas e mobilização social

O dirigente partidário apontou ainda que a situação não está fácil e que muito provavelmente se vão encontrar maiorias suficientes na Assembleia para o Orçamento passar, mas lembrou que o processo legislativo decorre até ao final de novembro.

Para o PCP, a rejeição a estas políticas deve continuar a ser construída através da mobilização social e da força demonstrada pelos trabalhadores, independentemente do desfecho final da votação orçamental no Parlamento.

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