Autoridades de segurança espanholas identificaram recentemente mensagens alarmantes circulando em canais virtuais associados a extremistas. O monitoramento apontou para riscos potenciais de ações violentas direcionadas a atos públicos e forças de segurança em nações vizinhas, incluindo Portugal, onde manifestações recentes têm mobilizado multidões nas ruas.
De acordo com informações obtidas pelo El País, os dados constam em um relatório interno elaborado pelo Gabinete de Coordenação de Cibersegurança. Os registros apontam que grandes concentrações populares representam cenários propícios para investidas contra alvos civis e policiais.
Estratégias de violência detalhadas em chats
As conversas analisadas nas plataformas digitais indicam que o atrito entre agentes de segurança e civis cria um ambiente propício para ações hostis. Os extremistas sugerem táticas variadas, como o uso de armas brancas específicas ou ações suicidas para maximizar o impacto das investidas.
Além disso, o documento aponta menções explícitas ao uso de veículos automotores para atropelamentos em massa. Os autores das mensagens argumentam que a aglomeração urbana nas ruas facilita a execução de ataques rápidos, dispensando o planejamento complexo de artefatos explosivos.
Ausência de planos concretos e resposta local
Apesar da gravidade do conteúdo monitorado, o relatório policial ressalta que não existem cronogramas definidos, locais específicos ou alvos fixados indicando a iminência de um ataque concreto em território português.
Questionada pelas autoridades jornalísticas, a Polícia Judiciária informou não possuir registros ou alertas sobre ameaças direcionadas a atos públicos no país. Até o fechamento desta apuração, os órgãos de inteligência mantêm cautela diante do monitoramento internacional.
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