A Ucrânia afirmou nesta segunda-feira (2) que uma série de ataques russos contra uma escola onde era distribuída ajuda humanitária deixou pelo menos 26 mortos. A ofensiva ocorreu logo após o término de uma trégua local no sul do país, sepultando as expectativas de avanços diplomáticos imediatos.
A retomada das hostilidades atingiu a região meridional de Kherson e áreas vizinhas, marcando um recrudescimento da violência em meio aos esforços internacionais de mediação. O episódio gerou forte comoção e levou autoridades locais e federais a denunciarem o ocorrido como um atentado deliberado contra civis.
Fim de cessar-fogo e impacto humanitário
A suspensão temporária dos combates havia sido negociada para viabilizar uma missão humanitária na cidade de Oleshky, atualmente ocupada pelas forças russas. O acordo de trégua encerrou-se no domingo, após um período em que nenhuma das partes relatou violações formais do pacto estabelecido.
No entanto, poucas horas depois do encerramento da pausa, forças russas atingiram repetidamente uma localidade na região de Zaporizhzhia. Civis que buscavam suprimentos essenciais em uma escola foram surpreendidos pelas bombas, segundo relatos de autoridades regionais.
Reação oficial e denúncia de massacre
Imagens divulgadas por equipes de emergência revelaram a completa destruição do edifício escolar, transformado em escombros. Operações de resgate mobilizaram dezenas de profissionais em meio a focos de incêndio e destroços fumegantes.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, classificou os bombardeios como inaceitáveis e detalhou que um segundo ataque atingiu especificamente o abrigo improvisado. Entre as vítimas fatais confirmadas pelas autoridades estão integrantes das equipes de socorro e da segurança pública local.
Perspectivas e negociações futuras
A trégua anterior havia proporcionado a oportunidade mais longa de paralisação dos combates desde o início do conflito em 2022. O entendimento também permitiu a evacuação de civis tanto para áreas sob controle de Kiev quanto para o território da Crimeia.
Apesar da rejeição russa a uma proposta de prorrogação do cessar-fogo, novas conversas mediadas pelos Estados Unidos continuam previstas para este mês. Informações detalhadas sobre o andamento diplomático podem ser acompanhadas na cobertura internacional da AFP.
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