O primeiro-ministro Luís Montenegro reafirmou nesta terça-feira que o Estado português atuará como um parceiro leal, mas exigente, em relação ao Grupo Lufthansa. A declaração ocorreu durante a cerimónia oficial de assinatura do acordo em Lisboa, marcando um novo capítulo na estrutura societária da companhia aérea nacional.
A escolha do consórcio alemão para adquirir 44,9% da TAP foi oficializada após o governo selecionar a proposta no dia 14 de outubro. O processo envolveu análises detalhadas das propostas vinculativas finais apresentadas pela Air France-KLM e pela Lufthansa, os dois grupos que disputaram a fase decisiva da privatização parcial.
Investimentos industriais e expansão regional
Durante o evento, Luís Montenegro destacou que os investimentos econômicos propostos pela Lufthansa foram determinantes para o desfecho da escolha. Entre os pontos fortes da proposta vencedora estão a criação de uma fábrica de manutenção, a expansão de infraestruturas nos aeroportos de Faro e do Porto, além da instalação de uma nova escola de pilotos na localidade de Tancos.
A proposta financeira apresentada pelo grupo alemão superou a concorrente em 163 milhões de euros. O modelo abrange um preço de referência de 1.025 milhões de euros por 44,9% da empresa, somado a 58 milhões em ajustamentos temporais e 118 milhões referentes aos 5% reservados aos trabalhadores, totalizando um encaixe potencial de 1.201 milhões de euros.
Perspectivas estratégicas para o mercado global
O presidente executivo do Grupo Lufthansa, Carsten Spohr, classificou a formalização do contrato como um momento singular e um excelente sinal para o mercado internacional. Segundo o executivo, a integração ao capital da TAP viabilizará o acesso a novos mercados estratégicos com forte potencial de crescimento, com destaque para a região da África e da América do Sul, especialmente o Brasil.
A gestão executiva do grupo europeu reforçou o compromisso de preservar a identidade e a tradição da companhia aérea portuguesa, impulsionando o seu desenvolvimento operacional nos próximos anos. A conclusão total da transação regulatória e corporativa está prevista para ocorrer até o início de 2028, conforme o cronograma estipulado pelo executivo liderado por Luís Montenegro.
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