Nicolau Santos e Hugo Figueiredo continuam na liderança da RTP

Nicolau Santos e Hugo Figueiredo continuam na liderança da RTP

O Conselho Geral Independente (CGI) anunciou a escolha de Nicolau Santos e Hugo Figueiredo para um novo mandato na administração da RTP para o período de 2027 a 2029, restando ainda definir a vaga de vogal financeira. A decisão foi tomada após a avaliação das candidaturas apresentadas conforme o procedimento divulgado no meio do ano, consolidando a continuidade na gestão do canal público de televisão.

Com essa definição, o atual presidente do Conselho de Administração da RTP, Nicolau Santos, é reconduzido ao cargo, acumulando sua experiência na liderança da empresa desde que assumiu a função em 2021. Por sua vez, Hugo Figueiredo avança para mais um ciclo de atuação na administração da emissora pública, reforçando a equipe executiva que tem gerido os destinos da instituição nos últimos anos.

Processo de seleção e novas etapas

O órgão responsável pela supervisão da administração avaliou diversas propostas antes de chegar ao nome final para o topo da gestão. Foram entregues quatro candidaturas voltadas para os postos de presidência e vogal não financeiro, enquanto a vaga destinada à área financeira atraiu sete interessados distintos.

A escolha pendente para o setor financeiro seguirá os trâmites estabelecidos nos editais anteriores, garantindo a transparência exigida para cargos de relevo em empresas de comunicação estatais. Esse desdobramento é considerado fundamental para fechar o quadro diretivo que conduzirá os projetos estratégicos da televisão pública nacional nos próximos anos.

Controvérsias e auditoria financeira

A definição da nova administração ocorre em um momento de debates intensos sobre as contas da estação pública. Recentemente, a direção da emissora classificou como grave o vazamento de um relatório da Inspeção-Geral das Finanças (IGF) que apontava pagamentos de subsídios sem suporte legal entre os anos de 2018 e 2024, totalizando milhões de euros.

A auditoria em questão, motivada por iniciativas parlamentares na comissão competente, abrangeu a gestão de vários administradores que passaram pela casa ao longo do período analisado. A Agência Lusa acompanhou os desdobramentos que agora seguem para apreciação dos órgãos de fiscalização financeira competentes, como o Tribunal de Contas.

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