Bombeiros confirmam que imóvel ruído no Brás operava sem vistoria oficial

Bombeiros confirmam que imóvel ruído no Brás operava sem vistoria oficial

O Corpo de Bombeiros informou que o prédio de quatro andares que desabou no final da tarde de sexta-feira na altura do número 192 da Rua Maria Joaquina, no Brás, região central de São Paulo, não possuía Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros regular. A reportagem não localizou os proprietários do imóvel.

Às 22h30, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros suspenderam os trabalhos por causa do risco de novos desabamentos. O local está totalmente isolado. Informações iniciais indicam que uma loja de roupas funcionava no edifício afetado pelo incidente.

Resgate e atuação das equipes de emergência

De acordo com a capitã Karoline Magalhães, porta-voz do Corpo de Bombeiros, 35 pessoas estavam dentro do imóvel, sendo que oito conseguiram sair antes da chegada da corporação. Os 27 que permaneceram no local foram resgatados pelas equipes de socorro.

Quatro vítimas foram encaminhadas à UPA da Mooca com ferimentos leves e quadro estável. Os bombeiros mobilizaram dezenas de homens e viaturas para a remoção dos escombros e a busca por possíveis desaparecidos na região.

Investigação sobre as causas do colapso

As causas do desabamento ainda não foram esclarecidas pela perícia técnica. A prioridade inicial foi confirmar que não havia outras pessoas presas nos escombros, contando com o apoio de cães farejadores na operação.

O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, conversou com a responsável pelo estabelecimento e relatou que contêineres com mercadorias haviam sido descarregados no local recentemente. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) também apontou o excesso de peso como a principal suspeita para o acidente.

Relatos de sobreviventes e impacto no trânsito

Trabalhadores que estavam no prédio relataram momentos de desespero durante o colapso estrutural. Alguns afirmaram que a grande quantidade de tecidos armazenados ajudou a amortecer parte da queda e evitou um tragédia ainda maior.

A Companhia de Engenharia de Tráfego precisou realizar bloqueios viários em ruas estratégicas para facilitar o trabalho de resgate em um dos principais polos de comércio popular da capital paulista. Mais detalhes podem ser acompanhados diretamente na cobertura da Jovem Pan.

Histórico recente de desabamentos na capital

O caso na região central ocorre poucos meses após outro desmoronamento grave na cidade. Em 12 de setembro, um prédio em construção desabou na Penha, zona leste paulistana, resultando na morte de seis pessoas, incluindo uma criança.

A tragédia anterior motivou investigações sobre falhas estruturais e responsabilidades de engenheiros e construtoras, gerando forte repercussão sobre a fiscalização de obras na capital paulista.

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