A partir de 2026, brasileiros com residência legal em algum país da União Europeia vão poder pedir autorização para trabalhar em outro país do bloco de forma bem mais simples e rápida. Isso será possível graças à nova Diretiva 2024/1233, que promete reduzir bastante a burocracia.
Novas regras de residência e trabalho na União Europeia
A União Europeia aprovou uma nova diretiva que pode mudar a rotina de muitos brasileiros que já vivem por lá. A ideia é criar um processo único e mais ágil para que cidadãos de países terceiros — como o Brasil — possam solicitar autorização para morar e trabalhar em outro país do bloco sem enfrentar toda a papelada e lentidão atuais.
A partir de 22 de maio de 2026, quem já tiver residência legal em um país europeu poderá aplicar para viver e trabalhar em outro Estado-Membro de forma mais organizada e com prazos bem definidos.
Hoje, o processo é bem mais complicado. Se um brasileiro mora na Alemanha e recebe uma proposta de trabalho na Espanha, por exemplo, precisa começar tudo do zero: novos formulários, novos prazos e regras diferentes. Isso gera incerteza, custos extras e muita ansiedade.
Com a nova diretiva, a decisão sobre o pedido de autorização deve sair em até 90 dias — um avanço enorme em termos de agilidade e previsibilidade.
Importante destacar:
Dinamarca não vai participar da medida (o país tem essa opção por tratado).
Irlanda ainda não confirmou se vai aderir.
Os demais países da UE deverão aplicar as novas regras, tornando o sistema mais harmonizado.
O que muda na prática para os brasileiros
Para brasileiros que vivem legalmente na União Europeia, essa mudança é uma grande oportunidade. Ela abre portas para novas experiências profissionais e pessoais, permitindo buscar empregos em outros países com menos obstáculos.
Imagine alguém que vive em Portugal e recebe uma oferta de trabalho na França. Com a nova regra, essa pessoa poderá aplicar com mais segurança, sabendo que existe um prazo máximo de resposta e um processo mais claro.
Vale reforçar:
Ter uma autorização de residência em um país não garante automaticamente o direito de trabalhar em outro. Ainda será preciso fazer um novo pedido no país de destino. A diferença é que agora todos os países participantes terão que seguir prazos e condições padronizadas, o que reduz desigualdades e incertezas.
Além disso, trabalhadores de países terceiros, como o Brasil, terão os mesmos direitos trabalhistas que os cidadãos locais: salário justo, jornada de trabalho, férias, acesso à seguridade social e possibilidade de trocar de empregador após um período mínimo definido por cada país.
Por que essa mudança é importante
A Europa vem enfrentando desafios demográficos sérios: população envelhecida e falta de mão de obra em setores estratégicos como saúde, tecnologia, construção civil e serviços. Ao facilitar a mobilidade de imigrantes já regularizados, a UE ajuda tanto esses trabalhadores a crescer profissionalmente quanto fortalece sua própria economia.
Para os brasileiros, isso significa mais oportunidades reais de construir uma carreira sólida em diferentes países europeus. Hoje, muitos esbarram em barreiras como processos demorados, custos altos e incertezas. A nova diretiva vem justamente para quebrar essas barreiras e tornar o sistema mais justo e eficiente.
Como se preparar desde já
Embora a regra só comece a valer em maio de 2026, quem vive na Europa já pode se antecipar. Cada país poderá definir alguns critérios específicos — por exemplo, áreas de trabalho prioritárias ou requisitos mínimos para a mudança.
Por isso:
Acompanhe as atualizações das autoridades locais.
Se possível, conte com ajuda profissional especializada em imigração.
Mantenha seus documentos sempre em dia.
Invista na sua formação profissional e no aprendizado de outros idiomas — isso pode fazer toda a diferença na hora da aplicação.
Conclusão – +1 Portugal!
A Diretiva 2024/1233 marca um passo importante para facilitar a mobilidade de brasileiros dentro da União Europeia. Ela traz mais clareza, agilidade e oportunidades, mas também exige planejamento e atenção às regras locais.
Com organização e informação, essa mudança pode ser a chance perfeita para construir novos caminhos na Europa — com mais liberdade, segurança e oportunidades de crescimento.