Alargar aborto até 14 semanas implica fetos “completamente formados”


O alargamento do aborto até às 14 semanas vai afetar fetos “completamente formados”, disse à Renascença o diretor do serviço de ginecologia do Hospital de Santa Maria.

“Quando falamos de um feto de sete semanas, um feto de sete semanas não tem membros, por exemplo, não tem braços, não tem pernas visíveis, e tem órgãos que ainda se estão a formar e não estão na sua posição definitiva. Às 13 todos eles já estão na sua posição definitiva e já estão a funcionar de uma forma regular para esse tempo. por isso, passar das 12 pra as 14, estamos a fazer a transposição na parte científica de um feto que ainda não tem uma formação completa para um feto que já está completamente formado como iria nascer no final”, explicou o médico ginecologista.

O Parlamento vai debater, esta sexta-feira, vários projetos de lei sobre o aborto. O PS propõe o alargamento do prazo das 10 para as 12 semanas, o PCP defende o alargamento para as 12 semanas e, em casos de perigo de morte ou de “grave e duradoura lesão”, para 14 semanas. O Bloco de Esquerda e o Livre defendem o alargamento do prazo para as 14 semanas.

Vão ainda ser discutidos projetos de lei do CDS-PP, para regressar à lei aprovada no final da legislatura que terminou em 2015, e do Chega, pela “garantia de proteção à mulher grávida e ao nascituro em todas as fases e circunstâncias e o reforço da informação sobre redes de apoio e cuidados”.



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