Como Levar Remédios do Brasil para Portugal: Dicas e Regras Essenciais


Dorflex, Magnésia Bisurada, Novalgina… que atire a primeira pedra quem nunca fez uma “malinha” de remédios antes de sair do Brasil para viajar ou morar fora. Para muitos brasileiros em Portugal, a ida ao país vira também a chance de reforçar a farmacinha com medicamentos comuns, mais baratos e fáceis de encontrar.

De forma geral, é permitido trazer medicamentos do Brasil para uso pessoal, mesmo sem receita médica. O ponto-chave não é exatamente o tipo de remédio, mas a quantidade. Não existe um limite oficial de caixas ou comprimidos, mas vale a regra do bom senso: levar o que faz sentido para consumo próprio.

Uma ou duas caixas de analgésicos, antialérgicos ou remédios para o estômago, por exemplo, dificilmente geram problema. Já grandes volumes ou várias caixas iguais podem levantar suspeita na fiscalização.

Sempre que possível, os medicamentos devem estar na embalagem original, com nome, dosagem e princípio ativo visíveis. Remédios soltos ou sem identificação podem gerar questionamentos, sobretudo em conexões internacionais.

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Na bagagem de mão, comprimidos e cápsulas não têm restrição, mas xaropes, colírios, sprays, cremes e pomadas entram na regra dos líquidos: frascos de até 100 ml, dentro de saco plástico transparente. O ideal é levar na cabine apenas o necessário para o voo e despachar o restante.

Alguns remédios muito comuns no Brasil merecem atenção. A dipirona (como a Novalgina), por exemplo, é proibida em países como Estados Unidos, Reino Unido e Japão. Em Portugal, a entrada costuma ser tolerada em pequenas quantidades para uso pessoal, mas pode gerar dúvidas em fiscalizações mais rigorosas ou escalas fora da Europa.

Já medicamentos controlados – como ansiolíticos, antidepressivos, remédios para TDAH ou opioides – fogem dessa regra: nesses casos, é recomendável viajar com receita médica, de preferência indicando o princípio ativo.

Em resumo, para quem volta do Brasil para Portugal, a orientação é simples: pode trazer remédios sem receita, desde que em quantidade compatível com uso pessoal, bem identificados e sem exageros.

Em caso de medicamentos menos comuns, substâncias controladas ou viagens com escalas fora da Europa, a recomendação é consultar o consulado do país de destino ou as orientações da companhia aérea antes do embarque.

nuno.tibirica@dn.pt



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