A economia espanhola registou uma taxa de crescimento de 2,8% em 2025, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE). No quarto trimestre, o Produto Interno Bruto aumentou 2,7% em termos homólogos e cresceu 0,8% face ao trimestre anterior.
O INE destaca que a procura interna — consumo privado e investimento — continuou a ser o principal motor do crescimento, com uma contribuição positiva de 3,5 pontos para o PIB no último trimestre. A procura externa teve um efeito contrário, reduzindo o crescimento em 0,8 pontos devido ao saldo entre exportações e importações.
Em valores correntes, o PIB espanhol atingiu 1,7 biliões de euros em 2025, o que representa uma subida de 5,8% face a 2024. Em comparação, a economia espanhola manteve-se acima da média da zona euro e da União Europeia, onde o crescimento foi de 1,5% e 1,6%, respetivamente, segundo estimativas do Eurostat.
De sublinhar que o Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu recentemente em baixa a sua previsão para Espanha em 2026, fixando-a em 2,1%, atribuída em parte aos efeitos da guerra no Médio Oriente. O organismo aponta também para uma subida da inflação até cerca de 3% em 2026, com uma descida prevista para 2,2% em 2027, e recomenda que respostas fiscais sejam temporárias, direcionadas e não distorçam os preços da energia.
Para mitigar o impacto do choque internacional, o Governo de Pedro Sánchez aprovou um pacote de 80 medidas, entre as quais a redução do IVA sobre combustíveis, eletricidade e gás natural de 21% para 10%. O plano, estimado em cinco mil milhões de euros, inclui ainda apoios aos transportadores, ao setor agropecuário e da pesca, e subsídios para fertilizantes.