Mais de 250 pessoas foram detidas este ano por suspeitas de crime de incêndio florestal, estando 31 em prisão preventiva e quatro em domiciliária, avançou esta quinta-feira, 22 de outubro, o presidente da Proteção Civil. A apresentação oficial ocorreu durante a cerimónia de balanço do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR).
O presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), José Manuel Moura, precisou que foram detidas 255 pessoas no total. Destes casos, 190 foram efetuados pela Guarda Nacional Republicana e 65 pela Polícia Judiciária, refletindo o esforço conjunto das autoridades na investigação e responsabilização criminal.
Dados estatísticos e impacto na área ardida
Os dados avançados na cerimónia indicam que este ano deflagraram 8.573 fogos que consumiram 74.560 hectares. Isto significa que a área ardida diminuiu 72% e os fogos aumentaram quase 6% em relação a 2025. O ano apresenta o quinto valor mais reduzido em número de incêndios e o sexto valor mais elevado de área ardida da década.
No entanto, o número de ocorrências aumentou este ano, uma tendência que já não se registava desde 2022, ano em que tinham deflagrado 10.368 fogos. As autoridades continuam a monitorizar estes indicadores para refinar as estratégias de prevenção e resposta rápida em todo o território.
Eficácia no combate e resposta operacional
O ministro da Administração Interna afirmou que estes resultados mostram solidez desde o primeiro momento, destacando a capacidade de trabalhar em equipa e a eficácia na resposta inicial. Luís Neves considerou como facto significativo que 94% dos incêndios tenha este ano sido resolvido na fase inicial de ataque, impedindo progressões mais graves.
No mesmo sentido, o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, indicou que este ano foi reduzido em 59% as ocorrências de fogo com mais de 24 horas. Apesar do sucesso operacional, o dispositivo registou perdas humanas, confirmando-se a morte de três bombeiros, dois dos quais diretamente no combate aos fogos. Para mais análises sobre o perfil dos suspeitos, consulte o Diário de Notícias.
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