Exploração de Lítio. População do Barroso diz-se enganada pelo Governo



Os proprietários dos terrenos de Covas do Barroso, em Boticas, sentem-se enganados pelo Governo.

Em causa está a falta de resposta por parte da Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG), à contestação ao ofício relativo à constituição da servidão que irá permitir à empresa que faz a prospeção de lítio, aceder aos terrenos.

Em declarações à Renascença, o presidente da Associação Unidos em Defesa de Covas de Barroso, Nélson Gomes, explica que os proprietários contestaram a situação e a DGEG não deu qualquer resposta às reivindicações.

“As pessoas tinham dez dias para se pronunciarem, mas já neste mesmo ofício dizia que, provavelmente, a servidão iria ser emitida, ou seja, o que acontece é que as pessoas pronunciaram-se e nunca mais tiveram informação alguma, nunca mais foram notificadas, nem da decisão, nem de nada”, afirma Nélson Gomes.

O presidente da Associação Unidos em Defesa de Covas de Barroso sublinha “o despacho saiu em Diário da República, mas as pessoas não foram notificadas”.

Tal como já disse o autarca de Boticas, Fernando Queiroga, também Nélson Gomes garante que estão a ser analisadas formas de contestar a decisão do Governo.

“Já estamos a falar com os nossos advogados, porque nós queremos ter acesso a toda a informação, como decorreu todo o processo, para depois podermos agir.”

Entretanto, esta segunda-feira, o PSD recomendou ao Governo que acelere o funcionamento das comissões de acompanhamento para os projetos de exploração de lítio nas minas do Barroso e do Romano, e assegure informação regular e mecanismos de compensação às populações.



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