O plano de novos projetos em curso é robusto, com mais de uma dezena de hotéis atualmente em desenvolvimento entre Portugal e o Brasil, num investimento global de 215 milhões de euros. O grupo quer ainda estender a aposta internacional a uma quarta geografia e está em negociações para entrar em Cabo Verde.
“Identificámos sete ou oito oportunidades em São Vicente, já fizemos uns ensaios e estamos à espera de resposta”, confirma Jorge Rebelo de Almeida.
O gestor ressalva, contudo, que a expansão da carteira de ativos além-fronteiras está a ser ponderada com tranquilidade. “Não temos pressa, estamos, atualmente, com uma carga excessiva de projetos, é muito peso em cima de nós. O nosso problema não é financeiro, temos capacidade de crédito, mas sim de tempo para concretizar. A nossa capacidade não é infinita. Eu trabalho desalmadamente, mas 12 hotéis para fazer é muita coisa,”, admite.
Já no mercado espanhol – onde se estreou em 2024 com a inauguração do Vila Galé Isla Canela, na Costa de la Luz, em Huelva – os olhos continuam postos na capital do país vizinho, conforme vem sendo assumido pelo presidente, mas os preços têm-se apresentado como o entrave principal.
“Temos continuado à procura de oportunidades em Madrid, mas Espanha está muito cara. Os preços estão muito em cima porque o país atravessa um momento de turismo muito bom”, justifica.
Por cá, a cadeia hoteleira reabriu esta semana o Vila Galé Ampalius, em Vilamoura, que foi alvo de uma remodelação orçada em oito milhões de euros.
Além dos novos projetos, o fundador do grupo defende que é preciso “não dormir à sombra da bananeira só porque o turismo está a correr bem”. “O hotel não estava mau e, em 28 anos, já sofreu diversas remodelações. Esta nova intervenção serviu para mostrar que, em Portugal, temos um caminho ainda a percorrer, que é o da valorização. A nossa oferta tem de ser cada vez mais elevada e mais inovadora. O turismo não é só um dormitório para as pessoas dormirem e comerem”, assevera. No Algarve, o Vila Galé já está presente “de ponta a ponta”, diz, com uma oferta de nove hotéis. Por isso mesmo, só “um projeto muito especial” justificaria um novo investimento na região.
Em Portugal, o grupo tem em pipeline seis hotéis na Golegã, Penacova, Miranda do Douro, Oeiras, Lisboa e ilha Terceira. Já no Brasil a aposta passa por Alagoas (duas unidades), Maranhão (duas unidades), Santa Catarina e Minas Gerais.