UGT mantém firmeza contra reforma laboral do governo no 1.º de Maio

UGT mantém firmeza contra reforma laboral do governo no 1.º de Maio

Resistência sindical marca celebrações do 1.º de Maio

Durante as celebrações do Dia do Trabalhador, realizadas nesta sexta-feira, 1 de maio, no Centro Desportivo do Jamor, em Oeiras, o secretário-geral da UGT, Mário Mourão, enviou um recado direto ao executivo liderado por Luís Montenegro. Em um discurso marcado pela firmeza, o dirigente garantiu que a central sindical não cederá perante as chamadas “traves mestras” da reforma laboral proposta pelo Governo da AD.

O evento serviu como palco para a reafirmação da unidade interna da organização. Mário Mourão aproveitou a ocasião para rebater, sem citar nomes, as tentativas de fragmentação da estrutura sindical, assegurando que tais manobras falharam. Segundo o líder, a UGT permanece coesa e focada na defesa dos direitos dos trabalhadores, distanciando-se de qualquer agenda que possa ser interpretada como uma capitulação diante das políticas governamentais.

O impasse nas negociações com o Governo

O histórico de tensão entre a UGT e o Governo remonta a julho de 2025, quando foi apresentado o anteprojeto de reforma laboral. Desde então, a central tem mantido uma postura de recusa constante diante das propostas que considera insuficientes ou prejudiciais. Mário Mourão relembrou momentos cruciais desse processo, destacando a rejeição unânime ao texto original e a participação ativa da central na greve de 11 de dezembro de 2025.

Para o secretário-geral, a verdadeira negociação não deve ser confundida com cedência ou rendição. O dirigente criticou a estratégia de diálogo adotada pelo Executivo, reforçando que a UGT não aceitará um modelo de reforma que ignore as matérias fundamentais para a classe trabalhadora. A postura da central coloca, assim, a responsabilidade pelo desfecho das negociações diretamente nas mãos do Governo.

Unidade e o futuro da mobilização

Embora o discurso tenha sido enfático quanto à resistência, a questão sobre uma possível adesão à greve geral convocada pela CGTP para o próximo dia 3 de junho permaneceu em aberto. Mourão preferiu enfatizar a resiliência da sua organização, afirmando que a UGT é uma instituição composta por sindicalistas e não por militantes partidários, rebatendo críticas externas sobre a sua atuação política.

A mensagem de unidade foi recebida com entusiasmo pelos presentes no Jamor, que responderam com gritos de apoio à central. A postura da UGT, ao se posicionar como um baluarte contra as mudanças propostas, sinaliza que o clima de confronto deve persistir nas próximas semanas. O debate sobre a reforma laboral, que pode ser acompanhado em detalhes através de fontes como o Diário de Notícias, continua a ser um dos pontos mais sensíveis da agenda política nacional.

O Mais 1 Portugal continuará a acompanhar de perto os desdobramentos desta negociação, trazendo análises, atualizações e o contexto necessário para que você compreenda os impactos destas decisões na vida dos trabalhadores. Mantenha-se informado conosco através da nossa cobertura contínua e diversificada sobre os temas que moldam o futuro do país.

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