Contudo, para domingo à tarde, foi marcada, junto à Casa de Tormes, uma manifestação por um movimento local que se opõe a trasladação dos restos mortais de Eça de Queiroz.
“Casa de Tormes de portas abertas”
Para assinalar a entrada do autor de “Os Maias” no Panteão Nacional, a Fundação Eça de Queirós, organizou um programa de homenagem na sede da instituição.
“Este fim de semana temos a Casa de Tormes de portas abertas para acolher todos aqueles que queiram visitar este espaço”, referiu a diretora executiva da FEQ, Anabela Cardoso.
Para além dos objetos que fazem parte da exposição permanente da Casa de Tormes pode também ser visto uma parte do espólio do escritor que normalmente não é mostrado ao público.
“Temos disponíveis para visita a público e para serem vistos, as primeiras edições das obras de Eça de Queirós, o álbum de desenhos de Eça de Queirós, com desenhos e caricaturas que ele próprio fez, documentação que está relacionada com a carreira diplomática, principalmente com a estadia em Havana. E depois também correspondência que ele trocou com a mulher e um manuscrito do Primo Basílio”, explica a dirigente da Fundação.
Última homenagem com urna em câmara ardente
Para domingo, está prevista a passagem da urna com os restos mortais de Eça de Queirós pela sala de entrada da Casa de Tormes, onde ficará em câmara-ardente, acompanhado de alguns pessoais que pertenceram ao escritor, como o conhecido monóculo, que se tornou uma imagem de marca do romancista.