Número de beneficiários de subsídio de desemprego atinge menor patamar em seis meses

Número de beneficiários de subsídio de desemprego atinge menor patamar em seis meses

Tendência de queda no mercado de trabalho

O mercado de trabalho português apresenta sinais de dinamismo com a recente divulgação dos dados do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP). Em abril, o número de beneficiários de prestações de desemprego recuou para 184.148, atingindo o valor mais baixo registado desde outubro de 2025. Este movimento de descida consolida uma tendência observada ao longo dos últimos três meses consecutivos, refletindo uma possível maior absorção de mão de obra pelo setor produtivo.

Ao analisar a variação homóloga, verifica-se uma redução de 6,1%, o que equivale a menos 11.916 pessoas a receberem o apoio estatal em comparação com o mesmo período do ano anterior. Quando o foco é a variação mensal, a queda é de 5,3% face a março, confirmando o ritmo de diminuição constante que tem marcado o primeiro semestre.

Análise detalhada das modalidades de apoio

O subsídio de desemprego, a modalidade principal, totalizou 148.427 beneficiários em abril. Este número representa uma queda de 4,9% em relação ao período homólogo e um recuo de 5,8% na comparação direta com o mês anterior. Apesar da redução no número de pessoas abrangidas, o valor médio mensal pago subiu para 752,05 euros, um incremento anual de 8,4%, conforme apontado pelo GEP.

As outras modalidades de proteção social também registaram oscilações significativas. O subsídio social de desemprego inicial apresentou uma redução acentuada de 26,5% em termos homólogos, totalizando 6.597 beneficiários. Já o subsídio social de desemprego subsequente abrangeu 20.055 pessoas, mantendo uma trajetória de queda anual de 6,4%.

Perfil demográfico e disparidades de género

A análise dos dados revela uma disparidade persistente no acesso às prestações. As mulheres continuam a representar a maior fatia dos beneficiários, totalizando 105.752, enquanto o número de homens beneficiários situa-se em 78.396, correspondendo a 42,6% do total. Esta distribuição sublinha a necessidade de políticas públicas focadas em promover a equidade e a empregabilidade feminina em setores com maior estabilidade contratual.

Acompanhar estes indicadores é fundamental para compreender a saúde da economia nacional e a eficácia das medidas de inserção profissional promovidas pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional. O Mais 1 Portugal mantém o compromisso de trazer análises aprofundadas sobre o mercado de trabalho e o impacto das políticas públicas no dia a dia dos cidadãos. Continue a acompanhar o nosso portal para se manter informado com rigor e credibilidade sobre os temas que moldam o futuro do país.

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