O presidente norte-americano, Donald Trump, assinou na sexta-feira, 16 de outubro, um decreto presidencial que suspende um novo e abrangente pacote de sanções dirigido à economia russa, afirmando ao Congresso que a suspensão é do interesse nacional. O Kremlin já saudou a decisão de forma pública.
Para Kirill Dmitriev, conselheiro do Kremlin para a cooperação económica internacional, esta decisão do presidente norte-americano constitui um momento histórico na relação diplomática e económica entre os dois países envolvidos na geopolítica global.
Repercussão e o impacto do decreto assinado
A suspensão da lei Graham pela administração Trump é vista em Moscovo como um passo fundamental. Kirill Dmitriev destacou a importância da medida nas redes sociais, poucas horas após a assinatura do decreto presidencial que trava temporariamente as novas punições económicas contra o governo russo.
A legislação em questão, promulgada no mês passado e batizada em homenagem ao falecido senador Lindsey Graham, visava restringir de forma mais acelerada o fluxo de recursos financeiros que alimentam o conflito militar contra a Ucrânia. A Administração Trump manteve-se em silêncio durante o processo legislativo bipartidário.
Acordo energético e fornecimento de combustível
A decisão surge exatamente uma semana depois de Donald Trump anunciar de forma surpreendente que os Estados Unidos concordaram em comprar gasóleo à Rússia. O objetivo declarado foi tentar baixar os preços globais da energia, apesar do risco de isso prejudicar a Ucrânia na guerra.
O acerto comercial ocorreu após uma chamada telefónica com o presidente russo, Vladimir Putin. Segundo o líder norte-americano, a Rússia vai fornecer imediatamente mais de 300 mil toneladas de gasóleo, seguidas de novas remessas expressivas nos meses seguintes para estabilizar o mercado.
Debate político nos estados Unidos
A medida também gerou forte debate interno e tornou-se um dos principais temas da campanha política da senadora Darline Graham. Nomeada para cumprir o mandato do irmão falecido, ela defendeu a legislação durante um confronto eleitoral contra a candidata democrata Annie Andrews.
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