O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou o registro de um foco da doença de Newcastle em um estabelecimento de avicultura comercial de corte de perus no município de Nova Itaberaba, em Santa Catarina. A existência do foco foi confirmada no domingo.
A infecção viral é altamente contagiosa e afeta aves domésticas e silvestres, com impacto sanitário e econômico severo na avicultura mundial. As linhagens mais agressivas podem levar à morte de até 100% das aves de um lote.
Ações de controle e interdição do estabelecimento
O ministério informou que o estabelecimento foi interditado pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina, com a suspensão da movimentação de aves. Medidas de controle, contenção e erradicação do foco serão executadas conforme as diretrizes do Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle.
A enfermidade é causada por variantes patogênicas do paramixovírus aviário do sorotipo 1. A severidade do quadro varia conforme a cepa viral, abrangendo desde formas agudas e severas até infecções respiratórias brandas.
Transmissão, sintomas e ausência de tratamento
A transmissão ocorre principalmente por via aérea, por meio de aerossóis e gotículas expelidas por aves infectadas, além do contato direto com fezes e secreções. A doença não possui tratamento e exige rígidas normas de biosseguridade e notificação compulsória imediata aos serviços veterinários.
Os principais sintomas incluem problemas respiratórios, distúrbios nervosos, diarreia aquosa e queda abrupta na postura de ovos. A contenção de focos exige a interdição da propriedade, realização de sacrifício sanitário do plantel e vazio sanitário.
Impacto na saúde humana e comércio internacional
Em humanos, a doença não é transmitida pelo consumo de carne de aves ou ovos inspecionados. A infecção ocorre quase exclusivamente pelo contato direto de trabalhadores com secreções de aves infectadas, manifestando-se como uma conjuntivite transitória e branda.
O governo informou que notificou a OMSA e os parceiros comerciais do Brasil. O secretário-substituto de Comércio e Relações Internacionais do ministério declarou que não recebeu informações sobre a suspensão das exportações brasileiras por conta do foco.
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