A derrota política registrada no último domingo (25) gerou intensa movimentação e debates reservados entre parlamentares que acompanhavam a apuração ao lado de Flávio Bolsonaro. Mais do que analisar os números das urnas, o grupo passou a discutir intensamente os próximos passos e o cenário futuro para o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Discussão sobre viagem internacional e divisões entre aliados
Durante as conversas nos bastidores, uma ala de aliados defendeu abertamente que o senador deixasse o país de maneira imediata com destino aos Estados Unidos, onde já se encontra seu irmão Eduardo Bolsonaro. O temor central do grupo era a possibilidade de o parlamentar enfrentar ordens de prisão, tendo como pano de fundo decisões judiciais recentes aplicadas a figuras do mesmo espectro político.
A sugestão, no entanto, provocou forte divergência entre os presentes. Parlamentares como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) argumentaram enfaticamente pela permanência em território brasileiro, sustentando que uma liderança política não deveria se afastar de sua base de apoio em um momento de revés eleitoral.
Alertas sobre manifestações e tom do discurso
Além da discussão sobre uma eventual viagem, os bastidores foram marcados por debates acalorados sobre o tom que deveria ser adotado no pronunciamento oficial daquela noite. Enquanto alguns assessores e aliados queriam uma postura estritamente institucional e sem confrontos diretos com a lisura do pleito, outros defendiam linhas mais duras.
Senadores presentes na articulação também fizeram advertências importantes sobre a mobilização de rua. O grupo avaliou que estimular novas manifestações populares poderia acarretar riscos legais e novas prisões de apoiadores, ponderando a necessidade de cautela política diante do Supremo Tribunal Federal.
Questionamento do resultado e restrição de passaporte
Apesar das divergências internas, prevaleceu a orientação de não reconhecer imediatamente o resultado das urnas. O senador questionou o pleito logo no domingo e manteve a posição ao anunciar que pretende levar a contestação para a esfera judicial.
A intenção de buscar abrigo ou residência temporária nos Estados Unidos, contudo, encontrou um obstáculo institucional definitivo. Por ordem do ministro Alexandre de Moraes, Flávio Bolsonaro foi impedido de sair do país e recebeu intimação para entregar seus passaportes comum e diplomático, encerrando o debate sobre a viagem.
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