A promotora imobiliária Avenue prepara-se para expandir a sua presença na zona oriental do Porto com o lançamento de dois novos empreendimentos habitacionais. Apostando de forma decidida no segmento médio-alto, a empresa reforça o seu compromisso com este território da Invicta, considerado um dos poucos espaços urbanos que ainda dispõe de bolsas de terrenos disponíveis para novas construções, atraindo igualmente o interesse de outros grandes operadores de mercado como a Mota-Engil.
Novos projetos e expansão na zona oriental
Segundo os planos estratégicos da companhia, o primeiro dos novos empreendimentos prevê a construção de 90 apartamentos num terreno adquirido na freguesia de Campanhã. O processo de licenciamento encontra-se atualmente em curso, apontando-se o lançamento comercial para o primeiro trimestre de 2027. Em simultâneo, a promotora está a ultimar a aquisição de uma segunda parcela de terreno na mesma zona geográfica, onde planeja erguar mais 100 novas moradias para o mercado residencial.
A escolha desta localização fundamenta-se em diversos fatores de atratividade urbana, incluindo a forte dinâmica local de comércio, serviços, oferta de ensino e espaços de lazer. A estes elementos somam-se as acessibilidades consolidadas por via rodoviária, ferroviária e de metropolitano, além do impacto estruturante atribuído ao futuro comboio de alta velocidade. De acordo com a administração da empresa, o projeto do TGV deverá transformar profundamente a realidade urbanística da freguesia.
Racionais de negócio e o mercado residencial
A opção estratégica de direcionar estes investimentos para a classe média-alta reflete uma análise rigorosa do contexto económico atual do setor imobiliário. Os custos associados à aquisição de terrenos nos centros urbanos, somados à inflação nos materiais de construção e aos prazos prolongados dos processos de licenciamento municipal, elevam consideravelmente os valores finais da habitação. Deste modo, o segmento em causa assegura um perfil de risco mais controlado para os investidores institucionais.
Este posicionamento comercial tem encontrado validação nos resultados de vendas obtidos noutros empreendimentos recentes da marca. No projeto Fernão Magalhães 127, situado no Bonfim, a comercialização ultrapassou a marca de setenta por cento dos apartamentos vendidos, com compradores divididos entre cidadãos nacionais e investidores estrangeiros provenientes de diferentes mercados internacionais.
Vantagens competitivas do mercado portuense
A concentração de futuros investimentos na segunda maior cidade portuguesa justifica-se também pela previsibilidade e eficiência administrativa registada nos serviços autárquicos locais em comparação com a capital. Enquanto Lisboa enfrenta restrições decorrentes do elevado custo dos solos e de uma maior incerteza burocrática, o Porto apresenta condições operacionais mais favoráveis ao desenvolvimento urbanístico planeado.
Por outro lado, a construção direcionada para o segmento habitacional de custos controlados continua a enfrentar desafios estruturais complexos. Para os responsáveis do setor imobiliário, medidas fiscais pontuais revelam-se insuficientes para compensar os encargos operacionais atuais, apontando-se a necessidade de apostar na industrialização dos processos construtivos para garantir a viabilidade económica futura.
Continue a acompanhar o portal Mais 1 Portugal para ler mais conteúdos informativos, análises aprofundadas e notícias atualizadas sobre economia, habitação e desenvolvimento urbano, sempre com rigor e total transparência editorial.