Combustíveis em Portugal voltam a subir com pressão do mercado internacional

Combustíveis em Portugal voltam a subir com pressão do mercado internacional

Impacto direto no bolso dos consumidores

Os condutores portugueses preparam-se para um novo agravamento nos custos de abastecimento a partir da próxima semana. Segundo projeções da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC), o gasóleo simples deve sofrer um aumento médio de 10 cêntimos por litro, enquanto a gasolina 95 deverá encarecer 6,5 cêntimos por litro.

Com base nos dados da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e nas cotações de fecho de mercado da última quinta-feira, o preço médio da gasolina simples 95 poderá atingir os 1,993 euros por litro. Já o gasóleo simples, combustível predominante na frota nacional, poderá chegar aos 2,055 euros por litro. É importante ressaltar que estes valores são estimativas e podem variar conforme a política de preços de cada posto, a marca e a localização geográfica.

Geopolítica e volatilidade do petróleo

Esta escalada de preços reflete um cenário global de instabilidade, intensificado pela tensão no Médio Oriente. O encerramento do estreito de Ormuz tem pressionado as cotações do petróleo, gerando volatilidade nos mercados internacionais. Embora o barril de Brent tenha registado uma descida técnica no fecho da sessão de quinta-feira, as oscilações em mercado contínuo têm atingido níveis inéditos desde o início do conflito na Ucrânia.

O setor da aviação é um dos primeiros a sentir o efeito cascata desta crise. Companhias como a All Nippon Airways (ANA) e a Japan Airlines (JAL) anteciparam a aplicação de sobretaxas de combustível, com aumentos que superam os 90% em algumas rotas internacionais. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) alerta que o combustível representa até 30% dos custos operacionais das companhias, tornando o setor extremamente sensível a estas flutuações.

Debate político e estratégia militar

O reflexo da guerra no Irão não se limita às bombas de gasolina. Nos Estados Unidos, o secretário da Defesa, Pete Hegseth, enfrenta um intenso escrutínio no Congresso. Em audiência no Comitê de Serviços Armados do Senado, legisladores democratas, liderados pelo senador Jack Reed, questionaram a estratégia da administração Trump, apontando o encerramento do estreito de Ormuz e a alta dos combustíveis como consequências diretas da atual política externa.

Enquanto a administração defende o aumento do orçamento militar para 1,5 biliões de dólares em 2027, o debate sobre a Lei de Poderes de Guerra de 1973 ganha força. O prazo para a autorização do uso da força sem nova aprovação do Congresso termina, colocando pressão adicional sobre a Casa Branca em um momento de incerteza econômica global.

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