Botafogo associativo tem cinco dias para comprar 49% da SAF após recusa da Eagle Bidco

Botafogo associativo tem cinco dias para comprar 49% da SAF após recusa da Eagle Bidco

A Eagle Bidco, empresa que atuou como acionista da SAF do Botafogo, comunicou formalmente o clube carioca sobre a decisão de não exercer a compra de 49% das novas ações referentes ao aumento do capital social da sociedade anônima de futebol. Com essa definição, o Botafogo associativo ganha a prerrogativa e o prazo para adquirir o restante dos papéis, que representam quase a totalidade da estrutura corporativa da SAF.

A notificação ocorreu via e-mail e foi divulgada inicialmente pelo Canal do Anderson Motta. O desdobramento atual sucede a Assembleia Geral Extraordinária realizada em 24 de setembro, encontro no qual foi aprovado o aporte bilionário em ações ordinárias da Classe B, estimado em R$200 milhões.

A dinâmica financeira do aporte e os prazos

Na estrutura definida pelo conselho e pelos acionistas, o Botafogo já havia assegurado a compra de 51% das novas ações emitidas. Restava definir o destino dos 49% restantes, montante para o qual a Eagle detinha o direito de preferência para realizar o aporte financeiro correspondente.

Enquanto o clube alvinegro investiu R$102 milhões para garantir sua fatia, a Eagle precisaria desembolsar R$98 milhões para cobrir a proporção restante. A companhia americana dispunha de um prazo regulamentar de 30 dias para efetivar a transação, mas optou por declinar da aquisição dentro do período estipulado.

O cenário para o Botafogo associativo

Diante da recusa formalizada pela acionista minoritária, a diretoria do Botafogo passou a contar com um prazo improrrogável de cinco dias para assumir a compra dos 49% das ações restantes. A janela de oportunidade começou a valer logo após o último domingo.

Caso o clube conclua a operação dentro do prazo estipulado, as projeções apontam que o Botafogo passará a deter cerca de 99,18% da SAF. À Eagle Bidco restará apenas uma participação residual de 0,82%, alterando profundamente o panorama de governança e facilitando potenciais negociações futuras com novos investidores.

Os bastidores e a posição de Textor

O empresário norte-americano Textor detalhou os motivos que emperraram um acordo mais amplo. Segundo sua avaliação, a Cork Gully, gestora responsável pela administração da Eagle Bidco, apresentou uma proposta de empréstimo de 200 milhões de dólares para viabilizar a compra das ações.

No entanto, a proposta não oferecia garantias sólidas sobre a titularidade definitiva dos papéis. Para o investidor, a participação da Eagle sob essa modalidade jurídica carecia de valor prático, visto que a transferência de ativos sob tutela judicial ainda carece de resoluções definitivas.

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