Euribor volta a subir e atinge novo patamar máximo em prazos curtos

Euribor volta a subir e atinge novo patamar máximo em prazos curtos

Pressão sobre o crédito à habitação

O cenário financeiro para as famílias portuguesas com crédito à habitação de taxa variável voltou a sofrer um agravamento. As taxas Euribor registaram uma subida generalizada nos prazos a três, seis e 12 meses, com destaque para o prazo mais curto, que atingiu o seu valor mais elevado desde abril de 2025. Este movimento reflete a volatilidade persistente nos mercados interbancários europeus.

A taxa a três meses fixou-se em 2,283%, consolidando uma trajetória de alta que preocupa os mutuários. Ainda assim, este valor permanece abaixo das taxas a seis meses, que atingiu 2,548%, e a 12 meses, que se situou em 2,860%. O aumento diário foi sentido de forma mais expressiva nos prazos mais longos, mantendo a pressão sobre os orçamentos familiares que dependem destas referências para o cálculo das prestações mensais.

Impacto nos empréstimos em Portugal

A Euribor a seis meses mantém-se como a referência predominante no mercado nacional. Segundo dados do Banco de Portugal, esta modalidade representa cerca de 39,41% do stock de empréstimos destinados à habitação própria permanente. A subida de 0,063 pontos percentuais registada na última sessão impacta diretamente a revisão dos contratos indexados a este prazo.

Os restantes contratos também sentem o efeito da subida. A taxa a 12 meses, que avançou pela terceira sessão consecutiva, cobre 31,62% dos créditos, enquanto a taxa a três meses, agora em novo máximo, abrange 24,65% do total de empréstimos. A tendência de alta, embora menos acentuada do que a observada em março, confirma que o alívio nas prestações ainda não é uma realidade consolidada para a maioria dos portugueses.

Expectativas sobre o Banco Central Europeu

O comportamento das taxas Euribor está intrinsecamente ligado às decisões de política monetária do BCE. Em 30 de abril, a instituição optou por manter as taxas diretoras inalteradas pela sétima reunião consecutiva. Esta decisão já era amplamente esperada pelos analistas, após um ciclo de cortes que teve início em junho de 2024.

A atenção do mercado volta-se agora para o encontro agendado para os dias 10 e 11 de junho, em Frankfurt. Embora o BCE tenha mantido a estabilidade, as expectativas de mercado já antecipam um possível ajuste na próxima reunião. A incerteza sobre o ritmo de descida das taxas de juro continua a ditar o comportamento dos bancos da zona euro, que definem as Euribor com base nas condições de empréstimo entre si.

Acompanhe a economia com o Mais 1 Portugal

A dinâmica das taxas de juro e o seu impacto direto no custo de vida das famílias portuguesas exigem um acompanhamento rigoroso e constante. O Mais 1 Portugal mantém o compromisso de trazer análises fundamentadas e atualizadas sobre os temas que moldam o seu cotidiano e a economia nacional. Continue a acompanhar o nosso portal para se manter informado sobre os próximos desdobramentos da política monetária europeia e como estes podem influenciar o seu planeamento financeiro.

Veja também