Como Flávio Bolsonaro manteve a própria escolta fora de plano de viagem aos Estados Unidos

Como Flávio Bolsonaro manteve a própria escolta fora de plano de viagem aos Estados Unidos

A saída de Flávio Bolsonaro do Brasil surpreendeu até os policiais do Senado responsáveis por sua segurança há oito anos. Segundo apuração da Jovem Pan, o senador não informou aos agentes seus últimos passos antes de embarcar para os Estados Unidos.

A rotina de proteção e a surpresa dos agentes

A segurança de Flávio era feita por policiais legislativos do Senado, a pedido do próprio parlamentar, que havia dispensado a escolta da Polícia Federal durante a campanha presidencial.

Na noite de segunda-feira (26), os agentes acompanharam Flávio até sua residência, no Residencial Ouro Branco, em Brasília, e encerraram o expediente. O procedimento é habitual para parlamentares que moram em imóveis particulares sem estrutura para acomodar equipes de segurança durante a madrugada, diferentemente de apartamentos funcionais que dispõem de dependências para funcionários.

A ausência de contato na manhã seguinte

Na manhã de terça-feira (27), os policiais não receberam a agenda do senador, mesmo depois de tentativas de contato.

Pessoas próximas ao esquema de segurança do parlamentar relataram nesta quarta-feira (28), que a viagem surpreendeu até os profissionais habituados a acompanhar seus deslocamentos. Flávio teria mantido em sigilo, inclusive dos policiais que o protegiam havia oito anos, os movimentos que antecederam sua saída do Brasil.

O sigilo em torno da partida internacional

O episódio revela a discrição com que o senador teria preparado a viagem. Nem mesmo os responsáveis por sua proteção pessoal teriam sido informados antecipadamente da decisão de deixar o país.

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