Focos de calor no amazonas triplicam em 24 horas e fumaça encobre manaus

Focos de calor no amazonas triplicam em 24 horas e fumaça encobre manaus

O monitoramento ambiental registrou um salto expressivo nos índices de queimadas na região norte do país. O número de focos de calor no Amazonas mais que triplicou de sexta-feira para sábado, passando de 226 para 705 registros em apenas 24 horas, conforme dados divulgados pela Defesa Civil de Manaus. Com o agravamento rápido da situação, a capital amanheceu sob uma densa camada de fumaça, gerando forte impacto na rotina da população e preocupação com a saúde pública.

As medições oficiais apontaram um cenário crítico logo nas primeiras horas do dia. Por volta das 6h30, a concentração de partículas finas na atmosfera atingiu a marca de 401,4 microgramas por metro cúbico, um patamar considerado péssimo pelos órgãos de proteção ambiental. A neblina densa de poluição reduziu a visibilidade em diversos pontos da cidade e transformou a paisagem urbana em uma atmosfera opaca, perceptível desde o nascer do sol.

cobrança por mobilização e origem das chamas

Diante do avanço da crise ambiental, o prefeito Renato Junior cobrou providências enérgicas de autoridades estaduais, federais e internacionais. Em manifestação oficial, a gestão municipal argumentou que a origem do problema não está restrita ao território da capital, mas sim a incêndios de grandes proporções deflagrados em outras localidades.

Segundo a administração local, o esforço interno tem sido voltado para a ampliação de áreas verdes, com o plantio de mais de 40 mil árvores ao longo do ano, além de ações de fiscalização. Contudo, a prefeitura destacou que a contenção das chamas exige uma estratégia integrada que ultrapasse os limites municipais, envolvendo forças de segurança e combate a incêndios de diferentes esferas de governo.

impactos na saúde e orientações à população

A deterioração acentuada na qualidade do ar acendeu o alerta vermelho para os serviços de atendimento médico. Grupos considerados mais vulneráveis, como crianças, gestantes e idosos, receberam recomendações expressas para evitar qualquer exposição prolongada ao ar livre durante os momentos de maior concentração de poluentes.

Como medida preventiva, a rede municipal manteve as unidades básicas de saúde de prontidão para receber pacientes com sintomas respiratórios decorrentes da inalação da fuligem e da fumaça tóxica. A situação reforça os desafios recorrentes enfrentados pela região durante os períodos de estiagem e queimadas florestais, exigindo acompanhamento constante de moradores e autoridades.

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