Governo aposta no voluntariado para colocar mais professores nas escolas



O Ministério da Educação quer colocar mais professores nas escolas recorrendo ao voluntariado.

Em causa está a participação de docentes aposentados em atividades de apoio à aprendizagem.

De acordo com uma nota informativa enviada esta terça-feira às escolas, a que a Renascença teve acesso, os diretores escolares podem convidar diretamente os professores aposentados ou lançar aviso público, não havendo necessidade de o Ministério da Educação intervir no processo.

A atividade destes professores aposentados, que não vai ser remunerada, pode desenvolver-se diretamente junto dos alunos e através de mentorias a jovens professores.

“Os professores aposentados podem dar apoio direto aos alunos com maiores dificuldades de aprendizagem, no âmbito das atividades que decorram nas escolas, como tutorias ou apoio pedagógico acrescido”, refere a nota informativa do Ministério da Educação.

A tutela argumenta que “esta tipologia de medida é das que têm maior impacto positivo nos resultados dos alunos com maiores dificuldades”.

De acordo com o PISA 2022, 20% dos alunos de 15 anos tiveram baixo desempenho em todos os domínios avaliados – matemática, leitura e ciência. E 41% tiveram baixo desempenho a pelo menos um dos domínios avaliados, sublinha o gabinete do ministro Fernando Alexandre.

Os professores aposentados em regime de voluntariado também poderão liderar projetos de mentoria a jovens docentes, “com menor experiência profissional ou a professores recém-chegados à escola, ajudando-os na sua integração e preparação”.

“Esta atividade é pertinente à luz da transição geracional que se verifica hoje nas escolas portuguesas, que resulta do elevado número de aposentações e de alterações dos quadros docentes nas escolas”, sublinha o Ministério da Saúde.

A transição geracional mais apressada, “sem medidas desta natureza”, poderá “prejudicar o acompanhamento dos alunos e a continuidade pedagógica”.



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