Manuel Pereira: “Escola pública precisa ser protegida e valorizada socialmente”



O presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel Pereira, diz que o facto de o número de escolas privadas em Lisboa e Porto superar o das públicas é um sintoma da degradação e “grande instabilidade” da escola pública nos últimos anos.

Em declarações à Renascença, Manuel Pereira, compara o momento do ensino público com “aquilo que tem acontecido com o Sistema Nacional de Saúde”.

“A sensação que temos é de que a escola pública que ajudei a construir nos últimos 45 anos está a ser destruída de alguma forma e a escola tem que ser um espaço de aprendizagem tranquilo, com segurança e, infelizmente, não tem sido”, lamenta.

“Os pais e encarregados de educação sentem que as escolas públicas não têm instrumentos para garantir as aprendizagens de forma tranquila”, acrescenta.

Manuel Pereira defende que o ensino público precisa de “estabilidade no corpo docente, estabilidade legislativa, estabilidade na organização do ano letivo, autonomia para poder internamente, entre as escolas, fazer a gestão das turmas, dos horários ou da distribuição de alunos de acordo com as regras específicas de cada comunidade”.

“A escola pública precisa ser protegida e valorizada socialmente, para criar vontade nos jovens de serem professores”, remata o presidente da ANDE.



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