A música popular brasileira perdeu neste domingo um de seus nomes mais marcantes. Benito di Paula faleceu aos 84 anos, após enfrentar um câncer por cerca de um ano. O artista estava internado no Hospital 9 de Julho, na capital paulista, conforme confirmação oficial de sua assessoria de imprensa.
trajetória e ascensão na música
Nascido como Uday Vellozo em Nova Friburgo, no estado do Rio de Janeiro, em 28 de novembro de 1941, o artista construiu uma carreira sólida que marcou o cenário musical brasileiro entre as décadas de 1970 e 1980. Ainda na juventude, mudou-se para Santos, no litoral paulista, onde iniciou sua trajetória artística se apresentando em casas noturnas da região.
O reconhecimento nacional começou a se desenhar em 1969, quando lançou o sucesso “Canção para o nosso amor”. A faixa ganhou forte projeção ao integrar a trilha sonora da novela “Nino, o Italianinho”, exibida pela TV Tupi.
a criação do samba-joia
Como pianista, o músico revolucionou o gênero ao introduzir uma sonoridade romântica ao samba, misturando elementos de jazz e bolero. Esse estilo singular e refinado rendeu a ele o rótulo de principal expoente do chamado “samba-joia”, considerado na época a vertente mais comercial do ritmo.
O auge da popularidade veio na década de 1970, impulsionado pelo clássico “Retalhos de Cetim”, lançado em 1973. A partir daí, emplacou uma sequência expressiva de sucessos que embalaram gerações:
- “Violão Não Se Empresta a Ninguém”
- “Charlie Brown”
- “Se Não For Amor”
- “Mulher Brasileira”
- “Vai Ficar na Saudade”
O legado de Benito di Paula permanece vivo na história da cultura nacional, eternizado em suas melodias ao piano e em canções que continuam presentes na memória do público brasileiro.
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