Polícia Civil apura óbitos de seis bebês em hospital paulista e investiga dezenas de denúncias

Polícia Civil apura óbitos de seis bebês em hospital paulista e investiga dezenas de denúncias

A Polícia de São Paulo abriu investigações para apurar a morte de seis crianças no Hospital e Maternidade Salvalus, pertencente à rede Hapvida NotreDame Intermédica, localizado na capital paulista. De acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, os óbitos ocorreram ao longo deste ano e foram comunicados oficialmente na quarta-feira. O caso está sob a responsabilidade do 8º Distrito Policial, localizado no bairro do Brás.

As autoridades policiais realizam diversas diligências para esclarecer o ocorrido, incluindo oitiva de profissionais de saúde e testemunhas. A análise integral dos prontuários médicos também faz parte do escopo da investigação conduzida pela polícia para determinar se houve falhas nos procedimentos ou negligência médica que pudessem ter evitado as perdas na unidade de saúde.

manifestação oficial da rede de saúde

Procurada para prestar esclarecimentos, a administração do Hospital e Maternidade Salvalus declarou que trata os relatos com o máximo de seriedade. A instituição argumenta que situações clínicas distintas não devem ser atribuídas a uma única causa sem a devida comprovação técnica por parte dos órgãos competentes.

Segundo dados informados pela unidade hospitalar, mais de mil crianças receberam atendimento ao longo deste ano, contando com suporte individualizado e equipes médicas especializadas. As avaliações preliminares realizadas internamente indicam históricos clínicos variados entre os pacientes, sem a identificação de qualquer origem infecciosa comum que relacione os casos examinados.

divergência sobre o número de denúncias

Enquanto a Secretaria de Segurança Pública concentra as investigações iniciais em seis óbitos específicos, representantes jurídicos de famílias afetadas apontam um cenário consideravelmente mais amplo. Documentos reunidos por advogados indicam que dezenas de mães relatam ter perdido seus filhos no mesmo estabelecimento hospitalar.

A advogada Eduarda Fragnan Gomes, que presta assistência jurídica a um grupo de apoio formado por mães, afirma que dezenas de mulheres compartilham relatos semelhantes de perda gestacional ou neonatal. Desse total, um subconjunto significativo de famílias já conta com assessoria jurídica direta e documentação reunida para embasar futuras ações judiciais e investigações complementares.

alegações de contaminação cruzada

A defesa das famílias afetadas sustenta que o principal ponto de convergência entre as ocorrências seria a suposta contaminação hospitalar cruzada entre os recém-nascidos. Segundo os relatos apresentados, embora alguns bebês pudessem apresentar condições de saúde pré-existentes decorrentes do período gestacional, os quadros não seriam incompatíveis com a vida antes do ingresso na unidade.

Em contrapartida, a direção do hospital reforça que alegações genéricas não podem ser utilizadas para fundamentar conclusões definitivas sobre todos os atendimentos sem respaldo técnico e científico. A instituição também destacou publicamente que afirmações precipitadas podem intensificar o sofrimento de famílias que já atravessam um momento de extrema vulnerabilidade emocional.

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