PSD questiona RTP por custos de transporte de Alexandra Leitão em debate

PSD questiona RTP por custos de transporte de Alexandra Leitão em debate

Questionamento parlamentar sobre a gestão da RTP

O grupo parlamentar do PSD submeteu, nesta quarta-feira, 13 de maio, um requerimento à Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto com o objetivo de ouvir o Conselho de Administração da RTP. O foco da iniciativa reside na utilização de meios de transporte da estação pública para a deslocação da vereadora socialista Alexandra Leitão, de Lisboa para o Porto, a fim de participar no programa Grande Debate. O documento sublinha a necessidade de assegurar que a afetação de recursos públicos siga critérios rigorosos de transparência e equidade.

O requerimento surge num momento em que a estação pública enfrenta um cenário financeiro desafiador. Os deputados sociais-democratas recordam que, em 2025, a RTP registou um resultado líquido negativo de aproximadamente 3,9 milhões de euros, após um longo ciclo de quinze anos de contas positivas. Para o PSD, a sustentabilidade financeira é um pilar essencial para a manutenção da missão de serviço público, justificando assim a fiscalização sobre como os custos operacionais são geridos em contextos de estagnação de receitas.

A controvérsia em torno da participação de convidados

A polémica centra-se na logística de transporte fornecida pela estação. Alexandra Leitão, que participou no programa na qualidade de professora universitária, explicou que a sua presença presencial foi solicitada pela RTP após a impossibilidade técnica de realizar a sua intervenção por videoconferência. A autarca confirmou a utilização de um veículo da empresa para a viagem de ida e volta, um custo estimado em cerca de 200 euros.

Contudo, o requerimento do PSD gerou críticas pela omissão de informações relevantes. O documento foca-se exclusivamente na vereadora socialista, ignorando que o deputado social-democrata Bruno Vitorino também participou no mesmo debate. Segundo informações apuradas, o parlamentar do PSD também teve as suas despesas suportadas pela RTP, incluindo o reembolso de deslocação em viatura própria e o custo de uma estadia no Porto, prática que a estação pública afirma ser comum e necessária para o funcionamento da sua atividade editorial.

Contexto de gestão e transparência no serviço público

A RTP defende que o apoio logístico a convidados, que não recebem qualquer avença ou pagamento pela sua participação, é uma norma operacional para garantir a qualidade dos conteúdos. Outros convidados do mesmo programa, como a atriz Maria João Vaz, também beneficiaram de apoio para transporte e pernoita, reforçando a tese da estação de que não houve tratamento diferenciado ou excecional para a vereadora do PS.

O PSD, ao ser questionado sobre a ausência de referência ao deputado Bruno Vitorino no requerimento, optou pelo silêncio, não prestando esclarecimentos adicionais. Em paralelo, a comissão deverá votar também um requerimento do partido Chega, que propõe uma audição mais ampla ao Conselho de Administração e aos diretores de informação da RTP sobre a gestão global da empresa pública. A discussão promete aquecer o debate político sobre a autonomia e a gestão de recursos na comunicação social estatal.

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