Tela de Monet é arrematada por 50 milhões de euros em leilão parisiense

Tela de Monet é arrematada por 50 milhões de euros em leilão parisiense

A venda da pintura Iris (1924-1925), criada pelo célebre pintor impressionista Claude Monet, marcou o prestigiado leilão da coleção particular de Jeanne Schlumberger (1889–1983). O evento reuniu dezenas de obras raras reunidas ao longo de quatro décadas e atraiu a atenção de colecionadores e entusiastas da arte de todo o mundo para a capital francesa.

A valiosa peça artística, com dimensões expressivas, nunca havia saído da mansão parisiense da família e era conhecida do público apenas por meio de registros fotográficos antigos em preto e branco, o que aumentou consideravelmente o interesse dos licitantes durante o concorrido pregão realizado pela leiloeira Sotheby’s.

Disputa intensa e valor recorde

As expectativas iniciais da leiloeira indicavam uma avaliação entre 22 e 30 milhões de euros para a obra-prima, estabelecendo a estimativa mais alta já atribuída a uma pintura colocada à venda em solo francês. No entanto, o entusiasmo superou todas as previsões após uma disputa acirrada de lances.

A pintura acabou sendo arrematada após uma rodada intensa de licitações que se estendeu por minutos decisivos. Com a adição das comissões pagas pelo comprador final, o montante total disparou para impressionantes 50 milhões de euros, consagrando a tela como a obra de arte mais cara já comercializada em um leilão na França.

O peso histórico da coleção de Jeanne Schlumberger

O conjunto completo reunido por Jeanne Schlumberger e integrado pela galerista Katia Granoff (1895–1989) demonstrou a visão pioneira de ambas na apreciação da produção artística. As duas compreenderam que as criações tardias de Claude Monet ultrapassavam os limites do impressionismo tradicional, antecipando conceitos fundamentais do modernismo e da abstração.

Ao todo, as 28 peças disponibilizadas no leilão geraram uma receita global expressiva, consolidando o evento como a maior transação de belas-artes já registrada pela Sotheby’s em Paris e reforçando o apetite do mercado global por ativos culturais de raridade incomparável.

Comemorações do centenário e exposições

A repercussão em torno da venda coincide com as homenagens prestadas ao artista, que faleceu em 5 de dezembro de 1926, aos 86 anos, em Giverny. Para marcar o centenário da morte do mestre, importantes instituições culturais organizaram grandes mostras temporárias na Europa, permitindo que admiradores revisitem a genialidade técnica de suas pinceladas e a evolução de sua linguagem visual.

Eventos como a exposição dedicada ao tempo no Musée de l’Orangerie e a retrospectiva paisagística no Musée Marmottan Monet reafirmam o legado duradouro do pintor e mantêm viva a relevância de sua obra para as novas gerações de apreciadores da arte contemporânea e histórica.

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