Transporte é o maior desafio logístico da indústria brasileira, aponta estudo

Transporte é o maior desafio logístico da indústria brasileira, aponta estudo

Uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria aponta que o transporte é considerado por três em cada quatro empresários industriais brasileiros como o principal obstáculo de infraestrutura no país. O levantamento ouviu representantes de empresas de médio e grande portes nos vinte e sete estados, revelando gargalos históricos que afetam a competitividade nacional.

De acordo com os dados apresentados, a dependência em relação às rodovias continua absoluta no setor produtivo. A grande maioria das companhias utiliza o modal rodoviário para escoar sua produção, muitas vezes enfrentando distâncias superiores a mil quilômetros por trecho, o que eleva consideravelmente as despesas operacionais e pressiona a margem de lucro das empresas.

Custos logísticos e a pressão sobre a produção

O impacto financeiro das despesas com transporte é avaliado como alto ou muito alto pela maior parte do empresariado. Além disso, a quase totalidade dos executivos entrevistados relatou elevação nos custos logísticos ao longo da última década, apontando essa alta como um fator direto para a perda de competitividade frente ao mercado internacional.

A energia elétrica também figura entre as principais preocupações do setor industrial. A conta de luz cara, somada aos gargalos estruturais das rodovias e à concentração excessiva do transporte de cargas sobre pneus, gera um ambiente de altos custos operacionais que acabam por influenciar os preços finais repassados aos consumidores.

A busca por alternativas e os modais esquecidos

Diante desse cenário desafiivo, boa parte dos empresários manifestou o desejo de migrar parte de suas cargas para outros meios de locomoção, desde que houvesse melhorias significativas na infraestrutura disponível. As ferrovias aparecem como a principal alternativa desejada pelo setor, seguidas por demandas de integração com hidrovias e cabotagem para viagens de longa distância.

Contudo, a avaliação dos modais alternativos ainda é predominantemente desfavorável. As ferrovias e as hidrovias registraram os piores índices de aprovação no estudo, reflexo de malhas antigas, trechos abandonados e falta de investimentos contínuos. Segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria, uma parcela expressiva da malha ferroviária nacional permanece sem operação atualmente.

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