Venda do Novo Banco ao grupo francês BPCE será finalizada na próxima semana

tuguês. Para dia 29 de abril está marcada uma assembeia-geral, em que um dos pon

O desfecho de um longo processo de alienação

O processo de venda do Novo Banco ao grupo financeiro francês BPCE (Banque Populaire et Caisse d’Epargne) entra na sua reta final. O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, confirmou que a transação será formalmente concluída na próxima semana, marcando o encerramento de um capítulo decisivo para o setor bancário português.

A confirmação ocorreu após a reunião do Conselho de Ministros realizada na quinta-feira, dia 23. O governante contextualizou a operação como uma das grandes movimentações estratégicas do Estado, equiparando-a em relevância ao processo de alienação de capital da companhia aérea TAP, que também avança para fases de propostas vinculativas com gigantes do setor aéreo europeu.

Histórico e a transição da Lone Star

O Novo Banco, que surgiu em 2014 como resultado da medida de resolução aplicada ao antigo Banco Espírito Santo (BES), viveu anos de intensa exposição pública. Desde 2017, a estrutura acionista era composta pelo fundo norte-americano Lone Star, detentor de 75% do capital, e pelo Estado português, que mantinha os restantes 25%.

A transição para o grupo BPCE foi acordada em 2025, após o término antecipado do polémico mecanismo de capitalização contingente. Este mecanismo, que gerou debates políticos acalorados durante anos, previa que o Fundo de Resolução compensasse o banco por ativos problemáticos herdados do antigo BES. Com o encerramento deste suporte no final de 2024, o banco recuperou a autonomia para a venda e a distribuição de dividendos.

Impacto financeiro e mudanças na gestão

O negócio, avaliado em 6.400 milhões de euros, representa um marco financeiro significativo. Com a conclusão da venda, o fundo Lone Star deverá encaixar 4.800 milhões de euros, enquanto o Estado português receberá 1.600 milhões de euros pela sua participação. A solidez da instituição é evidenciada pelos resultados recentes, com o lucro do Novo Banco a atingir um valor recorde de 828 milhões de euros em 2025.

No plano organizacional, a mudança de comando traz ajustes. Embora o presidente executivo Mark Bourke permaneça no cargo, o grupo francês planeia introduzir novos quadros em posições de chefia. Uma assembleia-geral agendada para o dia 29 de abril deverá oficializar a nomeação de novos membros para o Conselho Geral e de Supervisão, substituindo nomes como Kambiz Nourbakhsh, Mark Andrew Coker e Evgeniy Kazarez.

Perspetivas para o futuro do banco

Ao contrário da estratégia de curto prazo associada ao fundo de investimento anterior, o BPCE tem sinalizado um compromisso de longo prazo com a operação em Portugal. O presidente do grupo francês, Nicolas Nimas, reforçou em reuniões internas com os colaboradores que o objetivo é consolidar a presença do banco no mercado nacional, focando na estabilidade e no crescimento sustentado da instituição.

O Mais 1 Portugal continuará a acompanhar de perto os desdobramentos desta transição e o impacto das novas diretrizes estratégicas na economia nacional. Mantenha-se informado sobre as movimentações do setor financeiro e outros temas de relevância para o país através dos nossos canais oficiais, onde garantimos uma cobertura rigorosa e contextualizada dos fatos que moldam o nosso futuro.

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