Uma ação promovida pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro resultou na prisão de um assessor parlamentar vinculado ao gabinete da deputada federal reeleita Talíria Petrone (PSOL). O mandado foi cumprido na última quarta-feira (28), no âmbito de uma apuração voltada a desarticular esquemas de crimes graves contra vulneráveis.
A intervenção integra a chamada Operação NXIVM, mobilização policial que mobilizou agentes para o cumprimento de ordens judiciais de prisão e 18 mandados de busca e apreensão no estado. O foco da investigação é interromper a atuação de uma rede criminosa voltada ao compartilhamento e à produção de materiais de exploração sexual de menores.
Detalhes e alcance da operação policial no Rio
De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades responsáveis pelo caso, os investigados no processo mantinham uma rotina de registros de extrema gravidade. As apurações apontam que o grupo efetuava gravações de atos de violência sexual, estupros coletivos, torturas, ameaças e episódios recorrentes de chantagem contra as vítimas.
As ordens de busca e apreensão expedidas pelo Poder Judiciário visam recolher dispositivos eletrônicos, como celulares, computadores e unidades de armazenamento digital, que possam conter provas do armazenamento ou difusão desse material ilícito. O objetivo do trabalho de inteligência policial é identificar a extensão completa da rede e outros possíveis colaboradores.
Resposta da parlamentar e exoneração imediata
Após a divulgação dos fatos e o cumprimento das ordens judiciais, a deputada Talíria Petrone veio ao público por meio de suas redes sociais para se manifestar sobre a prisão de seu colaborador. A parlamentar anunciou ter tomado medidas administrativas imediatas assim que tomou conhecimento da operação policial.
Em nota oficial divulgada em seus canais de comunicação, a deputada informou a decisão de desligar o funcionário do quadro do seu gabinete e defendeu a apuração rigorosa de todas as denúncias apresentadas pelas autoridades:
“Fui surpreendida na manhã de hoje com informações sobre a operação da Polícia Civil decorrente de investigações que seguem em curso sobre exploração sexual. Determinei a exoneração do assessor citado no processo, enquanto aguardamos a elucidação dos fatos”, declarou a parlamentar.
Combate à exploração infantil e rigor nas investigações
Casos envolvendo crimes de exploração sexual e abusos contra crianças e adolescentes são tratados com prioridade pelas forças de segurança pública do país. O trabalho realizado por órgãos institucionais como a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro busca desmantelar estruturas digitais e físicas que sustentam esse tipo de violação de direitos humanos.
No âmbito político e institucional, o afastamento imediato de investigados por condutas graves visa assegurar a independência das apurações, sem que haja qualquer interferência nos trabalhos da Justiça. O processo segue sob análise judicial para apurar as responsabilidades individuais dos citados na operação.
Acompanhe os desdobramentos desta e de outras notícias relevantes do cenário nacional no portal Mais 1 Portugal, que mantém o compromisso de trazer informação apurada, checada e com o contexto que você precisa para entender os fatos do dia a dia.