A qualificação para o Grande Prémio da Cidade do México proporcionou um dos desfechos mais renhidos e memoráveis da temporada, selando a primeira pole position de Lewis Hamilton desde a sua chegada à Ferrari.
Numa sessão em que o ar rarefeito e a altitude de 2240 metros voltaram a baralhar o rendimento dos monolugares, o piloto britânico rodou em 1:16.514 na sua derradeira tentativa no Q3, superando o antigo colega de equipa George Russell por escassos 0,009 segundos.
Disputa acirrada na frente da grelha
A margem mínima no topo evidenciou o equilíbrio de forças na pista mexicana. Charles Leclerc garantiu o terceiro posto com 1:16.633, ficando a 0,119 segundos do líder e completando um forte contingente da Scuderia nas primeiras posições.
À saída do monolugar, ainda em regime de Parc Fermé, um Hamilton visivelmente emocionado não escondeu o alívio e a satisfação por quebrar o jejum ao volante do bólide de Maranello. O piloto destacou o trabalho notável da equipa durante a noite para afinar o carro após as dificuldades registadas nos treinos livres.
George Russell lamentou a desvantagem mínima, mas salientou as virtudes estratégicas de partir na linha da frente. O piloto da Mercedes reforçou que o carro esteve vivo e equilibrado, mantendo totalmente abertas as expectativas para a corrida de domingo.
Sanções e movimentações na grelha
Logo atrás do trio da frente ficou Max Verstappen, que registou o quarto melhor tempo da sessão com 1:16.692. Contudo, o piloto da Red Bull não alinhou nessa posição devido a uma sanção aplicada pelo colégio de comissários da Federação Internacional do Automóvel.
O neerlandês perdeu um lugar na grelha na sequência de uma colisão evitável com Liam Lawson durante o FP2. A penalização promoveu Andrea Kimi Antonelli ao quarto lugar da grelha de partida.
Momento de decisão para o campeonato
A corrida deste domingo no traçado mexicano representa o momento de todas as decisões para Andrea Kimi Antonelli. O jovem prodígio italiano comanda a classificação geral e entra na prova a apenas dois pontos de garantir matematicamente o primeiro título mundial de Fórmula 1.
Basta-lhe cruzar a linha de meta no nono lugar ou superior para não depender de mais nenhum resultado e sagrar-se campeão. Com a Mercedes a posicionar os seus dois pilotos na perseguição direta ao topo, a prova promete reescrever a história da modalidade caso o jovem transalpino confirme a vantagem na pontuação.
Desaire e pesadelo para a McLaren
A grande surpresa pela negativa da tarde pertenceu a Oscar Piastri. O australiano da McLaren não foi além de um modesto 13.º lugar no Q2, registando o tempo de 1:17.646 e ficando irremediavelmente afastado do lote dos dez pilotos que discutiram a pole position.
O desaire resultou de uma combinação entre a falta de aderência no eixo traseiro do monolugar e uma aposta estratégica falhada na garagem da equipa britânica. A gestão de pneus e a evolução rápida da pista acabaram por comprometer as ambições do australiano para o restante fim de semana.
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