Lucro da ADSE recua para 109 milhões de euros em 2025

Lucro da ADSE recua para 109 milhões de euros em 2025

Desempenho financeiro e o menor resultado desde 2019

O subsistema de saúde dos funcionários públicos, a ADSE, reportou um resultado líquido de 109 milhões de euros referentes ao exercício de 2025. O valor representa uma queda de 18,8% em comparação com o ano anterior, atingindo o patamar mais baixo registrado desde 2019. Apesar da redução no lucro, o instituto aponta que o saldo orçamental fechou o período em 171,5 milhões de euros.

A gestão do instituto enfatiza que, mesmo com a oscilação financeira, a instituição mantém a sustentabilidade necessária para operar em um cenário de pressão crescente sobre o Sistema Nacional de Saúde (SNS). O relatório de contas destaca que o subsistema tem focado no alargamento do acesso aos cuidados e na modernização tecnológica dos seus processos internos.

Crescimento da base de beneficiários e rede de prestadores

Um dos pontos centrais do balanço de 2025 é o aumento da procura pelo regime convencionado. A ADSE registou um acréscimo de 34.000 beneficiários, consolidando a sua relevância na proteção da saúde dos servidores públicos. O custo médio por beneficiário situou-se em 617,81 euros, um reflexo direto das atualizações nas tabelas de preços e das melhorias implementadas no acesso aos serviços médicos.

A rede de prestadores também apresentou expansão significativa ao longo do último ano. Atualmente, o sistema conta com 1.543 entidades convencionadas e 3.436 locais de prestação de serviços. O corpo clínico associado ao subsistema cresceu, totalizando 16.838 médicos, o que representa um reforço de 950 profissionais em relação ao final de 2024.

Impacto das novas tabelas e eficiência digital

Entre as medidas estratégicas adotadas, a introdução de um copagamento máximo de 500 euros em cirurgias no regime convencionado destacou-se como um fator de alívio financeiro para os utentes. Segundo a ADSE, esta política beneficiou 23.143 pessoas, gerando uma poupança global superior a 16 milhões de euros. Além disso, a atualização dos preços das consultas impulsionou um crescimento de 14,9% no volume de atos médicos realizados.

A modernização digital foi outro pilar de 2025, com a consolidação do Processamento Automático de Faturas (PAF). Com mais de 822 mil faturas submetidas, o sistema demonstrou alta eficiência, processando 85,9% dos documentos sem necessidade de intervenção humana. Esse avanço tecnológico tem sido fundamental para reduzir a burocracia e acelerar o reembolso aos beneficiários.

Auditoria e combate a abusos no sistema

Em um esforço contínuo para garantir a integridade dos recursos, a ADSE intensificou as suas políticas de controlo interno. O instituto registou um aumento de 75,5% no número de auditorias realizadas tanto a prestadores quanto a beneficiários. A medida visa prevenir desperdícios e coibir práticas abusivas no financiamento da saúde, garantindo que o orçamento seja aplicado de forma ética e eficiente.

Apesar dos desafios, o cenário atual mostra um subsistema em transformação, equilibrando a gestão de custos com a necessidade de ampliar a rede de atendimento. Para acompanhar os próximos desdobramentos sobre a gestão da saúde pública e o impacto dessas medidas no seu cotidiano, continue a ler o Mais 1 Portugal, o seu portal de referência para notícias com contexto e credibilidade.

Para mais detalhes sobre as tensões no setor, confira a reportagem sobre a retirada seletiva de cuidados de saúde nos acordos com privados.

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