Moeve registra forte crescimento de lucros no primeiro trimestre de 2026, impulsionada por energia

Moeve registra forte crescimento de lucros no primeiro trimestre de 2026, impulsionada por energia

A Moeve, antiga Cepsa, anunciou um desempenho financeiro notável no primeiro trimestre de 2026, com seu lucro líquido quase triplicando. A empresa registou um lucro de 261 milhões de euros, um aumento expressivo de 183,7% em comparação com os 92 milhões de euros apurados no mesmo período de 2025. Este resultado robusto reflete não apenas a recuperação do mercado, mas também a eficácia das estratégias de negócio da companhia, especialmente no setor de energia.

Os dados, divulgados em um comunicado à imprensa na última quinta-feira, dia 7, detalham que o lucro líquido ajustado, uma métrica que oferece uma visão mais precisa da evolução operacional ao desconsiderar a variação do valor dos estoques, alcançou 147 milhões de euros. Este valor representa um crescimento de 6,57% em relação aos 138 milhões de euros registrados no primeiro trimestre do ano anterior, sublinhando a solidez do core business da Moeve.

Investimentos Estratégicos e a Transição Energética da Moeve

A Moeve tem direcionado seus esforços para a sustentabilidade e a transição energética, conforme evidenciado pelos seus investimentos. No primeiro trimestre de 2026, a empresa aplicou 272 milhões de euros, dos quais uma parcela significativa de 69% foi destinada a projetos alinhados com a descarbonização e a estratégia “Positive Motion”. Esta abordagem demonstra o compromisso da companhia em se adaptar a um cenário global que exige cada vez mais soluções energéticas limpas e eficientes.

O resultado bruto de exploração (EBITDA) ajustado da Moeve também apresentou um crescimento considerável, atingindo 506 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026. Este montante representa um aumento de 34,22% em relação ao mesmo período de 2025, impulsionado por um desempenho sólido em todas as suas principais áreas de negócio, com destaque para o segmento de energia.

O Impulso do Setor de Energia em um Cenário Global Volátil

O setor de energia foi o grande motor dos resultados da Moeve. A empresa destacou que o desempenho foi influenciado por um cenário global de incertezas, marcado pelas tensões no Oriente Médio. Tais eventos provocaram um aumento nos preços e perturbações nas cadeias de fornecimento mundiais, criando um ambiente de mercado volátil que, paradoxalmente, beneficiou as operações da companhia.

O EBITDA CSS ajustado para o negócio de energia atingiu 404 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 40,28% em comparação com os 288 milhões de euros do primeiro trimestre de 2025. Este crescimento foi sustentado por margens de refinação robustas, mesmo em um ambiente de mercado instável, e pelo aumento das vendas de produtos comerciais, reforçando a capacidade da Moeve de capitalizar sobre as dinâmicas do mercado.

Crescimento em Química e Exploração e Produção

Além do setor de energia, outras divisões da Moeve também contribuíram positivamente para os resultados. A divisão de química registou um EBITDA CSS ajustado de 62 milhões de euros, um aumento de 24% em relação aos 50 milhões de euros do mesmo período de 2025. Este avanço foi impulsionado tanto pelo aumento dos volumes de vendas quanto pela recuperação geral da demanda por produtos químicos ao longo do trimestre.

O negócio de exploração e produção também apresentou um bom desempenho, com um EBITDA CSS ajustado de 84 milhões de euros, superando em 12% o valor do primeiro trimestre de 2025. A empresa atribui esse crescimento principalmente à elevação dos preços do petróleo em março, influenciada por interrupções no estreito de Ormuz e pelas complexas condições geopolíticas que afetam o mercado global de commodities.

Gestão Financeira em Meio à Volatilidade do Mercado

Apesar do cenário de crescimento, o fluxo de caixa das operações da Moeve até março de 2026 situou-se em 283 milhões de euros, uma redução em relação aos 338 milhões de euros do primeiro trimestre de 2025. Esta variação reflete um aumento temporário do capital circulante, resultado da atual volatilidade do mercado, que impactou tanto os preços quanto a necessidade de aumentar os estoques para reforçar a segurança energética da empresa.

A dívida líquida da companhia, ao final do trimestre, alcançou 2.562 milhões de euros, ligeiramente acima do valor registrado em dezembro de 2025. Esse aumento é atribuído ao incremento do capital circulante e à elevação dos investimentos pagos. Contudo, a relação entre a dívida líquida e o EBITDA foi mantida em 1,6 vezes, demonstrando a continuidade da política financeira conservadora da Moeve, que busca equilibrar crescimento e solidez.

Para mais informações sobre o desempenho da Moeve, confira a notícia sobre os lucros da empresa em 2025, que também registrou um forte crescimento. Acompanhe o Mais 1 Portugal para análises aprofundadas e as últimas notícias sobre o mercado de energia e finanças. Nosso compromisso é trazer informação relevante, atual e contextualizada para você, leitor, que busca compreender os movimentos que moldam a economia e a sociedade.

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