Teatro Aberto recebe Medalha de Mérito Cultural em Lisboa

Teatro Aberto recebe Medalha de Mérito Cultural em Lisboa

O Teatro Aberto, uma das instituições mais emblemáticas do panorama cultural em Lisboa, será distinguido nesta quinta-feira com a Medalha de Mérito Cultural. A condecoração, anunciada pelo Governo, reconhece o impacto duradouro e o contributo extraordinário da companhia para as artes performativas em Portugal ao longo das últimas cinco décadas.

Cinco décadas de dedicação às artes cénicas

A atribuição da medalha foi oficializada através de uma nota da ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes. Segundo a governante, o prémio celebra um percurso de meio século focado na criação, na divulgação da dramaturgia e no fortalecimento do setor artístico nacional. Desde a sua fundação, o grupo tem mantido uma postura de vanguarda, unindo a realidade ao sonho e a história à poesia.

O reconhecimento oficial não é inédito para a companhia. Em 2016, o Teatro Aberto já havia sido distinguido pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, com o grau de Membro Honorário da Ordem da Instrução Pública, consolidando o seu papel como um pilar fundamental da cultura portuguesa.

Estreia de ópera marca a celebração

A entrega da distinção coincide com um momento de grande relevância artística para o grupo: a estreia da ópera Por Todos Nós. A obra é baseada no romance Os Memoráveis, da escritora Lídia Jorge, e conta com libreto assinado por João Lourenço e Vera San Payo de Lemos, com composição musical de Eurico Carrapatoso.

O espetáculo, que integra a programação comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril de 1974, será encenado por João Lourenço. A produção conta com a interpretação de peso do Coro do Teatro Nacional São Carlos e da Orquestra Sinfónica Portuguesa, sob a direção musical de João Paulo Santos, elevando o prestígio da cerimónia marcada para as 20:00.

História e legado do Novo Grupo de Teatro

Fundado em 1982, o Novo Grupo de Teatro — Teatro Aberto surgiu com a missão de promover a reflexão sobre a condição humana. Entre os seus fundadores destacam-se nomes como João Lourenço, Francisco Pestana, Melim Teixeira e Irene Cruz. A estreia da companhia ocorreu em 25 de maio de 1982, com a peça Oiçam como eu respiro, de Dario Fo e Franca Rame.

Ao longo dos anos, o teatro notabilizou-se por um repertório que privilegia novos textos e autores, tanto portugueses como estrangeiros. A sua estética é marcada pela interdisciplinaridade e pela exploração constante das fronteiras entre as artes cénicas e as novas tecnologias. Para mais informações sobre a programação atual, consulte o portal oficial da Direção-Geral das Artes.

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